Foi relatado que os jihadistas obrigaram um grupo de sequestrados a cavar trincheiras, enquanto utilizavam outros como escudo humano
Por Redação, com Sputnik Brasil - de Beirute:
Militantes do Estado Islâmico invadiram várias aldeias próximas das cidades de Al Bab e Manbij, na província síria de Aleppo, e sequestraram mais de 900 dos seus habitantes, informou uma fonte curda.
Também foi relatado que os jihadistas obrigaram um grupo de sequestrados a cavar trincheiras, enquanto utilizavam outros como escudo humano.
Segundo a fonte, os sequestrados são provenientes de 15 aldeias próximas de Al Bab e Manbij.
Outras fontes locais disseram que o EI recuperou o controle sobre Al Rai, uma cidade na fronteira entre a Síria e a Turquia, um dia depois de ter sido tomada pelo Exército Livre Sírio, com o apoio da aviação da coalizão internacional liderada pelos EUA e da artilharia turca.
As Forças Democráticas da Síria (FDS), formadas em sua maioria por milícias curdas e apoiadas pela coalizão internacional, atacaram Manbij, sendo esta cidade considerada como um dos principais centros dos terroristas a norte de Aleppo, através do qual eles recebem armas e financiamento.
A cidade fica a cerca de 360 quilômetros a norte de Damasco e a cerca de 80 quilômetros a leste de Aleppo, o assalto é difícil porque o Estado Islâmico está usando mais de 100 mil habitantes desta área como escudo humano.
As FDS conseguiram tomar sob seu controle o distrito de Al-Katib nos acessos oeste a Manbij.
Curdos do PKK
O Parlamento da Turquia concedeu imunidade aos membros das forças armadas do país encarregadas pelo governo de realizar operações antiterroristas, enquanto as forças de segurança combatem militantes curdos em confrontos que já mataram milhares de pessoas no ano passado.
A lei, aprovada na noite de quinta-feira, concede amplos poderes para os militares turcos que tentam acabar com o movimento de insurgência do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado por Ancara como uma organização terrorista, após o colapso, no ano passado, de um cessar-fogo que durou dois anos.
Segundo afirmou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, 7,5 mil combatentes curdos do PKK foram "neutralizados" e quase 500 soldados e policiais turcos foram mortos.