Militantes denunciam mais mortes em repressão às manifestações na Síria
Forças de segurança da Síria mataram mais nove pessoas em ataques a dezenas de milhares de manifestantes que marcharam em toda a Síria na primeira sexta-feira do mês de jejum muçulmano, o Ramadã, em desafio à sangrenta repressão do presidente Bashar al-Assad contra a revolta popular.
Forças de segurança da Síria mataram mais nove pessoas em ataques a dezenas de milhares de manifestantes que marcharam em toda a Síria na primeira sexta-feira do mês de jejum muçulmano, o Ramadã, em desafio à sangrenta repressão do presidente Bashar al-Assad contra a revolta popular. O Comitê de Coordenação Local, uma organização ativista, disse que sete dos manifestantes foram mortos no subúrbio de Erbin, um foi morto em Mouadhamiya, outro subúrbio de Damasco, e um morreu em Homs, a 165 quilômetros ao norte de Damasco.
Moradores de Hama temiam um aumento no número de mortos, estimado em 135 desde o início da operação militar no domingo contra a cidade de 700 mil habitantes. Indicando a forte resistência da oposição, dezenas de milhares de pessoas marcharam pelas cidade na Síria nesta sexta-feira exigindo o fim do governo de Assad e mostrando solidariedade a Hama, disseram ativistas. Durante o mês religioso do Ramadã, muçulmanos não podem comer ou beber entre o nascer e o pôr do sol.
Segundo os ativistas, as manifestações irromperam na província tribal de Deur al-Zor no leste do país, onde tanques estavam reunidos nos portões da capital provincial, na planície de Hauran, na cidade central de Homs e nos arredores rurais, na cidade costeira de Jableh, e em diversos distritos da capital Damasco.
– Não estamos com medo, Deus está conosco! Sírios levantem as mãos, não queremos Bashar! – gritavam os manifestantes, em imagens divulgadas pela emissora de TV Al Jazeera.
As operações militares contra as manifestações civis ignoraram a crescente condenação mundial à repressão, que segundo os Estados Unidos já matou 2 mil pessoas desde o início da revolta em março. Autoridades sírias expulsaram a maior parte da mídia independente desde o início dos cinco meses de revolta contra os 41 anos do governo repressivo da família Assad, em março, tornando difícil confirmar relatos de testemunhas e comunicados oficiais.
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