Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Militantes declaram Estado Islâmico no Iraque e Síria

O grupo militante Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis, sigla em inglês) disse ter estabelecido um califado, ou Estado Islâmico, nas áreas sob o seu controle no Iraque e na Síria. O grupo proclamou seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, como califa e "líder dos muçulmanos em todo lugar". Ele será chamado de "Califa Ibrahim".

Segunda, 30 de Junho de 2014 às 07:12, por: CdB
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Os militantes do Isis dizem que querem ser conhecidos como "Estado Islâmico" Forças curdas estão envolvidas em batalhas contra os rebeldes no norte do Iraque
O grupo militante Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis, sigla em inglês) disse ter estabelecido um califado, ou Estado Islâmico, nas áreas sob o seu controle no Iraque e na Síria. O grupo proclamou seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, como califa e "líder dos muçulmanos em todo lugar". Ele será chamado de "Califa Ibrahim". O anúncio foi difundido através de um áudio postado na Internet. Nele, os rebeldes exigiram que todos os mulçumanos "jurem lealdade" ao novo governante e "rejeitem a democracia e outros tipos de lixo do Ocidente". O Estado Islâmico se estenderia de Aleppo, no norte da Síria, até a província de Diyala, no Leste do Iraque. Contraofensiva Porém os avanços do grupo rebelde continuam sendo disputados pelo exército iraquiano, que no domingo continuou a ofensiva para recuperar a cidade de Tikrit, no norte do país. Jatos do governo iraquiano atacaram áreas rebeldes e confrontos foram desencadeados em partes de Tikrit, segundo testemunhas. Segundo testemunhas, a proteção dos rebeldes em torno da cidade foi reforçada por um grande número de explosivos improvisados. Após encontrar forte resistência no sábado, tropas do governo recuaram para a cidade de Dijla. - As forças de segurança estão avançando de áreas diferentes - disse o tenente-general iraquiano Qassen Atta a jornalistas. O Iraque disse no domingo que recebeu a primeira carga de jatos militares pedida à Rússia para ajudar no combate aos rebeldes.
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Testemunhas e jornalistas disseram à agência britânica de notícias BBC que o forte confronto nos últimos dois dias causou muitas mortes nos dois lados. Segundo relatos, os insurgentes teriam derrubado um helicóptero e capturado o piloto. Fronteiras apagadas Com uma eficiência brutal, o grupo, que é inspirado na Al-Qaeda, controla um território tão extenso que efetivamente apagou a fronteira entre Iraque e Síria ao estabelecer as fundações de seu "Estado". Mas a declaração feita no domingo, o primeiro dia do mês sagrado do Ramadã, pode dar início a uma onda de confrontos envolvendo facções militantes sunitas que formam uma frouxa aliança para realizar ações em todo o Iraque. O porta-voz do EIIL declarou que o chefe do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, é o líder do novo califado, ou Estado islâmico, e convocou os muçulmanos de todo o mundo, não apenas os que estão em áreas sob seu controle, a jurar lealdade a Al-Baghdadi. "A legalidade de todos os emirados, grupos, Estados e organizações se torna nula com a expansão da autoridade do califa e a chegada de suas tropas a suas áreas", declarou o porta-voz Abu Mohammed al-Adnani em mensagem de áudio postada na internet. "Ouçam seu califa e o obedeçam. Apoie nosso Estado, que cresce a cada dia." Al-Adnani não deu uma definição muito clara a respeito do território do novo Estado, que vai do norte da Síria até a província iraquiana de Diyala, a nordeste de Bagdá. Trata-se de um vasto trecho de território abrangendo a fronteira que já está em grande parte sob o controle do EIIL. Ele disse que com o estabelecimento do califado, o grupo muda seu nome para apenas Estado Islâmico (EI), retirando a menção ao Iraque e ao Levante. Extremistas muçulmanos sonham há muito tempo com a criação do Estado Islâmico, ou califado, que governaria o Oriente Médio, a maior parte do norte da África. Especialistas preveem que a declaração pode provocar lutas internas entre os militantes sunitas que uniram forças com o EIIL em lutas contra o governo xiita do primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki. – Agora, os insurgentes no Iraque não têm desculpa para trabalhar com o EIIL se esperam compartilhar o poder com o grupo. A perspectiva de lutas internas no Iraque aumenta, sem dúvida – disse Aymenn al-Tamimi, analista especializado em militantes islâmicos no Iraque e na Síria. Israel Em resposta às conquistas feitas por insurgentes sunitas no Iraque, o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu a criação de um Estado curdo independente no Iraque. Em um discurso em Tel Aviv, ele disse que os curdos "são uma nação de guerreiros", "provaram compromisso político" e "são dignos de independência". No semana passada, o líder curdo-iraquiano Massoud Barzani disse à rede americana CNN que "chegou a hora de o povo curdo determinar seu futuro". Correspondentes dizem que os curdos há muito tempos desejam um Estado independente, mas permanecem divididos entre Síria e Turquia, Irã e Iraque. A comunidade internacional, incluindo a vizinha Turquia e os Estados Unidos, são contra a divisão do Iraque.
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