Militantes de grupos radicais islâmicos mantêm luta no Oriente Médio
Militantes do grupo Estado Islâmico executaram soldados do Exército sírio e fizeram outros reféns após terem capturado uma base aérea no nordeste da Síria durante o fim de semana, mostraram imagens publicadas na Internet por apoiadores do grupo nesta quarta-feira.
A luta reflete uma tendência mais abrangente de ataques dos insurgentes por todo o país envolvendo centenas de combatentes de uma vez
Militantes do grupo Estado Islâmico executaram soldados do Exército sírio e fizeram outros reféns após terem capturado uma base aérea no nordeste da Síria durante o fim de semana, mostraram imagens publicadas na Internet por apoiadores do grupo nesta quarta-feira.
O Estado Islâmico, uma dissidência da Al Qaeda, invadiu a base aérea de Taqba, perto da cidade de Raqqa, no domingo, após dias de confrontos com o Exército, nos quais mais de 500 pessoas morreram, de acordo com o grupo de monitoramento Observatório Sírio de Direitos Humanos.
Taqba era o posto avançado do Exército sírio em uma área controlada por militantes, que assumiram o controle de grandes áreas da Síria e do Iraque.
Em outra frente, ainda na Síria, a Frente Nusra, ramificação da rede Al Qaeda e aliada ao Estado Islâmico, e outros combatentes islâmicos se apoderaram de um posto de passagem na linha divisória entre a Síria e o território sírio do Golã, ocupado por Israel, disse nesta quarta-feira um grupo sírio de monitoramento do conflito.
Os combatentes, que prometeram "libertar" a área, capturaram o posto de Quneitra no lado sírio, que estava sob controle de forças leais ao presidente Bashar al-Assad, depois de violentos confrontos, disse o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
A passagem é monitorada pela Organização das Nações Unidas, que supervisiona o tráfego entre os dois países inimigos, mas a distância entre os postos, o do lado sírio e o que está sob controle israelense, é de cerca de 200 metros.
Islâmicos afegãosForças de segurança do Afeganistão estão combatendo o Talebã pelo controle da província de Kunduz, no norte do país, onde os insurgentes ameaçam tomar a capital e aterrorizam os moradores, que fugiram para distritos vizinhos.
A batalha por Kunduz, em meio ao embate político causado pelo impasse na eleição presidencial na capital, tem um significado especial para os dois lados: foi o último bastião do Talebã antes de a Aliança Norte afegã, apoiada pelos Estados Unidos, expulsar o grupo em 2001.
A luta reflete uma tendência mais abrangente de ataques dos insurgentes por todo o país envolvendo centenas de combatentes de uma vez. A maioria dos soldados ocidentais deve deixar o Afeganistão depois de 13 anos de combates, deixando um vácuo na segurança e o temor de que o Talebã avance rapidamente, já que as forças de segurança afegãs penam para impor a lei e a ordem.
Os moradores da cidade de Kunduz voltaram a se acostumar com o som das armas de fogo enquanto a luta se desenrola a alguns quilômetros de distância. Embora o governo ainda mantenha o controle da capital, carece de recursos – incluindo poder aéreo militar – para reconquistar áreas fora desse perímetro, muitas delas atualmente em mãos do Talebã.
– As pessoas estão preocupadas, e a maioria já fugiu para lugares seguros fora de Kunduz – disse o comandante de polícia do distrito de Chahar Darah, Abdul Shukor Surkhi.
Fontes policiais em Kunduz afirmam que cerca de 1,5 mil combatentes do Talebã estão empenhados no ataque à sua província, mas negam estar perdendo o controle.
– Eles estão sonhando se acham que irão ocupá-la – declarou o vice-chefe de polícia, Sayed Jahangeer Karamat, à agência inglesa de notícias Reuters.
O porta-voz do Talebã, Zabihullah Mujahid, disse que os insurgentes ocuparam quatro dos sete distritos da província.
– Todas as alegações que o inimigo fez a respeito da retomada do controle dos distritos estão completamente erradas – afirmou Mujahid.
Os representantes do Talebã e da polícia dizem ter o apoio de moradores. O vice-chefe de polícia culpou o impasse eleitoral pela situação.
– Se não anunciarem os resultados finais nos próximos dias, a situação irá piorar ainda mais. Mas estamos prontos para defender este país – concluiu Karamat.
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