Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Militante tucano se revolta com escolha de Alkmin

Terça, 24 de Junho de 2008 às 06:55, por: CdB

O publicitário Marcelo Vitorino, conhecido do público paulistano por denúncias de irregularidades nos ensaios da Escola de Samba Vai-Vai, responsáveis pela mudança de endereço da agremiação, que há 77 anos se reunia no bairro do Bexiga, em São Paulo, aponta agora suas baterias contra o PSDB. Tucano "bom de bico", mas "novo de gaiola", Vitorino acusa o governador do Estado, José Serra, de impor a candidatura do ex-governador paulista Geraldo Alkmin à prefeitura desta capital.

- Nunca imaginei que a forma utilizada para ratificar a candidatura de Alckmin pudesse ter sido tão ditatorial, em um quartel isso seria normal e aceitável, mas não em um partido político que lutou pela liberdade de escolha! Por mais paradoxal que pareça, comecei a ter menos ojeriza pelo negro período pré-democracia, pelo menos a população sabia com quem lidava - afirma.

Em seu blog, na internet, Vitorino - que aparenta ser partidário do atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM) - viu na nota do vereador Gilberto Natalini, líder da bancada tucana, que retirava sua proposta de apoio a Kassab "o princípio do fim do PSDB, partido que se diz parlamentar em sua essência, mas que na prática parece ter outras prioridades". Segundo o publicitário, durante a leitura do documento, na convenção tucana, era possível notar "a vergonha, o sentimento de revolta e o medo nos presentes".

- O PSDB tem, nos próximos anos, um calvário anunciado, basta rever os fatos, depois de dois mandatos, seu principal ícone não conseguiu eleger seu sucessor na cadeira presidencial, na tentativa seguinte, outra decepção. Não tenho a experiência necessária para indicar todos os motivos para essas derrotas, mas tenho certeza de que a vitória do oponente se deu por aproximação. (...) Em São Paulo, principal capital do país, a democracia ficou para outra oportunidade. Se o PSDB fosse, de fato, parlamentar, nem disputa deveria haver, pois, de doze vereadores, onze apoiavam a coligação - disse.

A revolta do militante tucano, segundo analistas políticos ouvidos pelo Correio do Brasil, é um sentimento que se domina boa parcela da agremiação e, na realidade, leva parte dos votos para Kassab.

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