Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 2026

Milhares protestam contra o rei do Marrocos

Milhares de pessoas se concentraram na capital do Marrocos, Rabat, neste domingo, para protestar contra o governo e pedir que o rei Mohammed ceda parte de seus poderes. O protesto foi organizado por grupos opositores incluindo um autodenominado Movimento por Mudanças 20 de Fevereiro. A página do grupo no Facebook tem o apoio de ao menos 22 mil pessoas.

Domingo, 20 de Fevereiro de 2011 às 08:05, por: CdB
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Milhares de pessoas se concentraram  na capital do Marrocos, Rabat, neste domingo, para protestar contra o governo e pedir que o rei Mohammed ceda parte de seus poderes. O protesto foi organizado por grupos opositores incluindo um autodenominado Movimento por Mudanças 20 de Fevereiro. A página do grupo no Facebook tem o apoio de ao menos 22 mil pessoas. Durante o protesto em Rabat, os manifestantes gritavam slogans como "O povo quer a queda do regime", e "O povo rejeita uma Constituição feita para escravos". Segundo testemunhas, os manifestantes seguiram em direção ao Parlamento, sem sofrer ação da polícia. – Este é um protesto pacífico para pressionar por reformas constitucionais, para restaurar a dignidade e para acabar com a corrupção e o saqueamento do dinheiro público – afirmou Mustapha Muchtati, do grupo Baraka (Chega), um dos organizadores da manifestação. O ministro das Finanças do Marrocos, Salaheddine Mezouar, pediu à população que não participasse da passeata, advertindo que “qualquer deslize, em um espaço de poucas semanas, pode nos custar o que alcançamos nos últimos dez anos”. Protestos também ocorreram em outras cidades do país, como Casablanca e Marrakech. O Marrocos é mais um dos países árabes e muçulmanos que vêm enfrentando protestos contra o governo nas últimas semanas, desde o levante popular que derrubou o governo da Tunísia, em janeiro. Mas os analistas dizem que o Marrocos tem uma economia bem sucedida, um Parlamento eleito e uma monarquia reformista, tornando o país menos sujeito a grandes manifestações populares. O rei Mohammed é membro da dinastia Alaouite, que governa o Marrocos há cerca de 350 anos. A família real diz ser descendente direta do profeta Maomé. Costa do Marfim Pelo menos três pessoas morreram alvejadas por tiros e várias outras ficaram feridas, na véspera, em Abidjan, quando as forças de ordem leais ao presidente marfinense em fim de mandato, Laurent Gbagbo, dispersaram uma manifestação de apoio ao seu rival, Alassane Ouattara, informaram testemunhas. Membros das Forças de Defesa e Segurança (FDS) chegaram ao local do ajuntamento de Abobo e "dispararam contra a multidão; as pessoas se dispersaram, mas eles os perseguiram", explicou à AFP um morador deste bairro popular do norte da capital, reduto de Ouattara.
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