Dezenas de milhares de pessoas reuniram-se nas ruas de Hong Kong no primeiro dia do ano para pedir por democracia, na maior manifestação desde que os protestos de julho chocaram as autoridades locais e Pequim.
Gritando frases como 'Exigimos democracia', 'Devolva o poder ao povo' e 'Um homem, um voto', ativistas políticos, trabalhadores e famílias marcharam de um parque em um distrito comercial em direção a edifícios do governo no centro de Hong Kong.
Organizadores disseram que 100 mil pessoas participaram da manifestação, cinco vezes mais que o esperado. Antes da saída, grupos religiosos oraram para que os cidadãos de Hong Kong possam eleger seus próprios governantes.
"Queremos democracia plena - direito a eleger nosso próprio representante máximo e todos os membros do Conselho Legislativo", disse Richard Tsoi, um porta-voz dos organizadores, os mesmos que promoveram uma marcha em julho que levou meio milhão de pessoas às ruas. "Os novos governantes da China têm mostrado que querem ouvir as pessoas, então é importante que o povo de Hong Kong se levante e coloque suas demandas de maneira alta e clara", disse Tsoi.
A China tem o controle geral de Hong Kong, embora à cidade tenha sido prometido um elevado grau de autonomia depois que os britânicos a devolveram, em 1997. É a China que determina o chefe do executivo da região e assegura que muitos legisladores sejam favoráveis ao governo.
A constituição de Hong Kong diz que os governantes poderão ser eleitos diretamente a partir de 2007, mas não dá mais detalhes. Depois de anos evitando o tema, o governo de Hong Kong, liderado por Tung Chee-hwa, prometeu que divulgará em breve um cronograma para consultas. Mas muitos duvidam que Pequim permitirá eleições diretas para o cargo.