Dezenas de milhares de pessoas reuniram-se, nesta segunda-feira, em Beirute para um protesto anti-Síria destinado a lembrar um mês do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik al-Hariri.
Uma multidão de pessoas de todo o país concentrou-se na Praça dos Mártires, a poucos metros do túmulo de Hariri, para exigir uma investigação internacional sobre a morte.
A manifestação da oposição aconteceu um dia depois de um protesto anti-Estados Unidos no sul do país, convocado pelo grupo Hizbollah, um aliado da Síria.
Fontes políticas afirmaram que o temor é crescente de que os protestos e comícios, embora pacíficos até o momento, possam acabar em violência em meio às divisões sobre o papel da Síria no país.
Segundo essas fontes, as autoridades libanesas consideram proibir manifestações futuras.
O presidente Emile Lahoud pediu o fim dos protestos de rua e exortou a oposição a abrir um diálogo para encontrar formas de encerrar a crise política.
A Síria mantém tropas no Líbano desde 1976.