Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Milhares de europeus protestam contra guerra do Iraque

Dezenas de milhares de manifestantes contra a guerra no Iraque marcharam por capitais européias neste sábado, mas o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que a invasão há exatamente dois anos protegeu o mundo de um grande "perigo". (Leia Mais)

Sábado, 19 de Março de 2005 às 18:58, por: CdB

Dezenas de milhares de manifestantes contra a guerra no Iraque marcharam por capitais européias neste sábado, mas o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que a invasão há exatamente dois anos protegeu o mundo de um grande "perigo".

"George Bush...Tio Sam. O Iraque será teu Vietnã", entoaram cerca de 45.000 manifestantes na área central de Londres, enquanto colocavam um caixão de papelão com o slogan "100 mil mortos" encostado em frente ao prédio da embaixada norte-americana na capital inglesa, no dia do segundo aniversário da invasão do Iraque que derrubou Saddam Hussein.

Os manifestantes pediram para que Bush e o seu aliado Tony Blair, primeiro-ministro britânico, retirem suas tropas do Iraque e restabeleçam a soberania do povo.

Cerca de 10.000 pessoas marcharam pelo centro de Roma com cartazes contra a guerra e protestando contra a presença de tropas italianas no Iraque. Passeatas foram realizadas em Madri e Barcelona.

Na Turquia, cerca de 10.000 manifestantes participaram de uma passeata em Istambul, enquanto outras manifestações menores foram realizadas em Ancara e Izmir.

Bush fez uma defesa da invasão do Iraque em seu pronunciamento desta semana. "Neste dia há dois anos, nós lançamos a operação de libertação do Iraque para desarmar o brutal regime, libertar o povo e defender o mundo de um grande perigo", disse Bush. "Hoje nós vemos sinais de esperança no Oriente Médio. A vitória da liberdade no Iraque está reforçando um novo aliado na guerra contra o terror e inspirando reformas democráticas de Beirute a Teerã.

Os organizadores da marcha de Londres tentaram mas não conseguiram entregar uma carta na embaixada norte-americana insistindo para que Bush e seu aliado Tony Blair retirem as tropas do Iraque.

Os EUA têm cerca de 150.000 soldados no Iraque, enquanto a Grã-Bretanha vem em segundo lugar com 8.600 homens.

Blair disse nesta semana que não tem a intenção de ordenar uma retirada antecipada das tropas britânicas, mas a Itália, a Ucrânia, a Polônia e a Bulgária recentemente sinalizaram que estão ansiosos para diminuir suas presenças no Iraque.

A maioria dos italianos se opõe a presença de 3.000 soldados italianos no Iraque e a recente morte de um funcionário da inteligência italiana, morto por tropas norte-americanas quando conduzia uma refém para a liberdade, intensificou a hostilidade popular com a ocupação.

Rebeldes que usam carros-bomba e ataques suicidas continuam matando tropas dos EUA e das forças aliadas e um grande número de civis iraquianos.

Bush citou as ameaças de Saddam para justificar a guerra que enfrenta grande oposição pública em muitos países da Europa e do Oriente Médio.

"Nós conhecíamos a relação de agressão e apoio ao terror de Saddam Hussein. Nós conhecíamos a sua longa história de buscar, e até usar armas de destruição em massa, e nós sabemos que 11 de setembro exige que nosso país pense diferente", disse ele.

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