Rio de Janeiro, 09 de Outubro de 2026

Milhares de caminhoneiros entram em greve na Índia

Segunda, 05 de Janeiro de 2009 às 08:52, por: CdB

Dezenas de milhares de caminhões pararam nesta segunda-feira após conversações com autoridades da Índia para cortar impostos e reduzir o preço do diesel fracassarem, em meio a uma ameaça de aumentos dos preços com alimentos e commodities no país.

– Estamos em greve por tempo indeterminado até que nossas exigências sejam atendidas – disse Charan Singh Lohara, presidente do Congresso de Transportes Automotivo da Índia, que, segundo ele, representa cerca de seis milhões de caminhões no país.

– O governo está dando concessões e pacotes para muitas indústrias. Por que não nós, quando nos esforçamos para pagar empréstimos com os elevados preços do combustível, altos preços de pneus e muitas impostos – disse ele.

Mais de 70% dos carregamentos da Índia é transportado por estradas, e os motoristas de caminhões têm se beneficiado da expansão econômica que utiliza as estradas para transportar aço e cimento, assim como o aumento da construção de rodovias que tem encorajado a demanda por caminhões.

No entanto, as 200 mil companhias de transporte do país têm sido atingidas nos últimos meses por uma desaceleração da economia, elevadas taxas de juros em financiamentos de veículos e a crescente competição das estradas de ferro.

As vendas de caminhões e ônibus da Tata Motors, a maior montadora de veículos da Índia, caíram em mais da metade em dezembro na comparação anual.

– Como podemos competir quando os nossos custos estão tão altos? – disse Lohara.

A Índia reduziu os preços do petróleo e do diesel em 8 de dezembro, após o petróleo cair, mas a economia, a terceira maior da Ásia, mostra sinais palpáveis de desaceleração em meio à crise financeira. após a economia do país crescer 9% ou mais nos últimos três anos.

Conselheiros do governo e economistas esperam um crescimento de cerca de 7% na expansão econômica para o ano fiscal que se encerra em 31 de março.

Segundo Lohara, as negociações com governo vão continuar, mas uma greve prolongada pode aumentar os preços de frutas e vegetais e afetar a oferta de outras commodities.

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