A primeira final da Liga dos Campeões da era Michel Platini à frente da Uefa reunirá nesta quarta-feira em Atenas dois clubes que, no discurso original do dirigente francês, mal deveriam estar na disputa do nobre torneio.
Liverpool e Milan não entraram na atual edição nem como campeões nem como vice-campeões de seus ricos países e campeonatos. Terminaram seus Nacionais passados na terceira posição, se não descontarmos os pontos tirados do Milan no tapetão devido à manipulação de resultados no calcio.
O Liverpool não é campeão inglês desde 1990, e o Milan só ganhou um scudetto neste século. Apesar disso, os dois clubes são freqüentadores assíduos da Copa dos Campeões.
Especialistas na disputa (juntos, têm 11 títulos), já venceram o cobiçado troféu neste século.
O Milan, campeão europeu de 2003, tinha sido quarto colocado no Italiano 01/02. O Liverpool, campeão europeu de 2005, fora quarto colocado no Inglês 03/04. Neste ano, o rubro-negro italiano ocupa a quarta posição do Italiano (falta uma rodada), e o Liverpool ficou em terceiro de novo.
De 2002 até hoje, a equipe italiana que fez mais e melhor na Europa foi sempre o Milan. Cinco anos que mereceram duas cartas de elogios da Uefa - destacava o site do Milan, cujo técnico, Carlo Ancelotti, também enaltece a vocação para a Copa dos Campeões.
- A tradição do nosso clube na Europa e a nossa filosofia pesam - diz o treinador do Milan.
O Liverpool tem cinco títulos, o último conquistado em cima do Milan em 2005. Se ganhar, será hexa, como o rival.
- É difícil focar todos os jogos, ainda mais quando se está longe do topo. Talvez por isso jogamos melhor na Copa dos Campeões. Precisamos vencer um jogo só - diz, por sua vez, Rafael Benítez, técnico do Liverpool.