Microsoft oferece a estudantes serviço de buscas sem anúncios
A Microsoft abriu nesta quarta-feira uma nova frente contra o provedor líder de pesquisas do mundo, pilotando uma oferta sem anúncios para usuários educacionais do Bing, o motor de busca que durante anos rastejou atrás do Google.
A Microsoft abriu nesta quarta-feira uma nova frente contra o provedor líder de pesquisas do mundo
A Microsoft abriu nesta quarta-feira uma nova frente contra o provedor líder de pesquisas do mundo, pilotando uma oferta sem anúncios para usuários educacionais do Bing, o motor de busca que durante anos rastejou atrás do Google. A rivalidade de longa data entre a Microsoft Corp e Google Inc está se transformando em uma briga de escola.
No âmbito do programa gratuito chamado "Bing para as Escolas", os alunos dos distritos escolares participantes deixarão de ver anúncios ou conteúdo adulto quando eles fazem pesquisas na Internet.
A Microsoft, que incluiu o distrito unificado de escolas de Los Angeles e escolas públicas de Atlanta, entre outros distritos escolares, oferece o Bing como uma alternativa em um momento de crescente preocupação pública sobre a forma como as empresas de Internet estão seguindo cada movimento de seus usuários para direcionar os anúncios que exibe.
Como parte do programa, a Microsoft também vai oferecer tablets Surface gratuitos e materiais didáticos para o ensino de jovens sobre o uso da Internet.
Stefan Weitz, diretor de pesquisa da Microsoft, disse que o programa irá ajudar a expor jovens usuários a produtos Microsoft.
- Esperamos que demonstremos a qualidade do Bing para professores e alunos e também pais, e uma vez que eles vejam quão bom ele é, esperamos ver uma maior utilização fora das escolas também - disse Weitz.
O Bing, com 18% da quota de mercado de busca, corre por muitos anos atrás do Google, com 67%, segundo dados da ComScore, apesar de um esforço agressivo para diminuir essa diferença.
Vendas pela internet crescem 24% no primeiro semestre
Motivados pela busca de preços mais baratos na internet, os consumidores brasileiros fizeram o faturamento do comércio eletrônico nacional avançar 24% no primeiro semestre sobre igual período de 2012, chegando a R$ 12,74 bilhões.
Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela E-bit, empresa especializada em informações sobre o setor, o número de pedidos subiu 20 por cento na comparação anual, para 35,54 milhões de pedidos, enquanto o tíquete médio cresceu 4%, atingindo R$ 359,49.
O diretor geral da E-bit, Pedro Guasti, afirmou que a deterioração do cenário econômico levou os consumidores a adotarem uma postura mais cautelosa nas compras, priorizando facilidades de parcelamento e ofertas de preços mais baixos, características próprias do comércio online.
Segundo dados divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas totais no varejo subiram 3 por cento na primeira metade do ano oito vezes menos que as compras fechadas pela web no mesmo período.
- A internet tem uma dinâmica bastante diferente, pautada pela entrada de novos consumidores e a possibilidade de comparar preços", afirmou Guasti, acrescentando que as compras online representam 3,5% a 4% das vendas de todo o varejo atualmente, podendo chegar a 8% a 10% percentual apresentado nos Estados Unidos num prazo de três a sete anos.
O crescimento mostrado no semestre reforça as previsões positivas da E-bit para o acumulado do ano, que foram mantidas. A expectativa é que o faturamento de 2013 chegue a R$ 28 bilhões, alta de 25% sobre o ano passado.
Moda
Pela primeira vez, a categoria de moda e acessórios atingiu a liderança de vendas online, com 13,7 % dos pedidos do primeiro semestre, tomando a liderança dos eletrodomésticos.
Há seis anos, a categoria de moda ocupava a 26a posição do ranking. De acordo com Guasti, a forte atuação de grandes varejistas eletrônicas, como Netshoes e Dafiti, é relativamente recente, o que ajuda a explicar a ascensão deste segmento.
O diretor geral da E-bit completou que apesar de a internet contar com milhares de vendedores, muitos deles de pequeno porte, cerca de 50 grandes lojas respondem por 80% do faturamento total.
A categoria de eletrodomésticos foi a segunda mais vendida de janeiro a junho, com uma participação de 12,3% nos pedidos, seguida por cosméticos, perfumaria, cuidados pessoais e saúde (12,2%), informática (9%) e livros, assinaturas e revistas (8,9%).
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