Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Microsoft nega censura de pesquisas relacionadas à China

A Microsoft negou nesta quarta-feira que está omitindo websites nos resultados do Bing, seu motor de buscas, para usuários fora da China depois que um grupo chinês que luta por direitos disse que a empresa norte-americana estava censurando material que o governo julga politicamente sensível.

Quarta, 12 de Fevereiro de 2014 às 10:45, por: CdB
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A Microsoft negou nesta quarta-feira que está omitindo websites nos resultados do Bing
A Microsoft negou nesta quarta-feira que está omitindo websites nos resultados do Bing, seu motor de buscas, para usuários fora da China depois que um grupo chinês que luta por direitos disse que a empresa norte-americana estava censurando material que o governo julga politicamente sensível. O GreatFire.org, um grupo baseado na China que defende a liberdade de expressão, disse em um comunicado na terça-feira que o Bing estava filtrando resultados de pesquisa tanto em inglês quanto em chinês para termos como "Dalai Lama", o líder espiritual tibetano a quem Pequim se refere como um separatista atrás de violência, acusações que ele nega. A Microsoft, em resposta às alegações do grupo, disse que uma falha no sistema havia removido alguns resultados de pesquisa para usuários fora da China. A companhia já foi alvo de críticas no passado por censurar a versão chinesa do software de telefonia e mensagens via Internet, o Skype. - Devido a um erro em nosso sistema, disparamos uma notificação errônea de remoção de resultados para algumas pesquisas listadas no relatório, mas os resultados em si estão e sempre estiveram inalderados fora da China - disse Stefan Weitz, diretor sênior para o Bing, em um comunicado via e-mail à Reuters nesta quarta-feira. Weitz não disse se o erro foi corrigido e representantes da Microsoft em Pequim não quiseram comentar. CEO da IBM Uma queda nas vendas da IBM na China em meio a uma ampla reação negativa devido às alegações de espionagem contra Washington suscitou uma rara visita da presidente-executiva da empresa, Ginni Rometty, a Pequim. A executiva da maior empresa de serviços de tecnologia do mundo chega à capital chinesa nesta quarta-feira para três dias de reuniões com líderes do governo, segundo pessoas familiarizadas com a viagem. A visita acontece conforme empresas norte-americanas como a IBM e a Cisco Systems buscam restaurar a confiança em reguladores chineses e reverter quedas nas vendas. Pequim tem encorajado companhias estatais a comprar produtos feitos na China desde as revelações sobre espionagem feitas no ano passado pelo ex-prestador de serviços de agência de espionagem norte-americana Edward Snowden. Isso tem prejudicado os negócios em algumas multinacionais sediadas nos EUA com operações na segunda maior economia do mundo. Em Pequim, Rometty terá reuniões com autoridades chinesas incluindo o vice-premiê Wang Yang, responsável por ajudar a formular a política econômica da China. A chefe da IBM também deve se encontrar com autoridades do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, e grandes clientes empresariais com o apoio estatal. A agenda exata das reuniões não pôde ser determinada de imediato. - A IBM não comenta ou confirma os planos de viagem de nossos executivos - disse o porta-voz da empresa baseado em Nova York, Edward Barbini.
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