A nova unidade, Microsoft AI and Research Group, será chefiada por Harry Shum, um veterano da empresa que atuou em posições seniores nas divisões de engenharia da Microsoft Research e Bing
Por Redação, com Reuters - Nova York:
A Microsoft disse que criou uma nova unidade de inteligência artificial, com a empresa de esforçando para se aprofundar neste crescente ramo.
O Vale do Silício está mergulhando na Inteligência Artificial e pesquisas de aprendizado de máquinas, um setor que deve crescer para US$ 70 bilhões até 2020, ante apenas US$ 8,2 bilhões em 2013, de acordo com um relatório do Bank of America que citou a consultoria IDC.
Na quarta-feira, a Microsoft se uniu com quatro outras grandes empresas de tecnologia, Amazon.com, Google, da Alphabet, Facebook e IBM, para criar uma organização sem fins lucrativos para avançar no entendimento público sobre tecnologias de inteligência artificial.
A nova unidade, Microsoft AI and Research Group, será chefiada por Harry Shum, um veterano da empresa que atuou em posições seniores nas divisões de engenharia da Microsoft Research e Bing.
– A Microsoft tem trabalhado com inteligência artificial desde o início da Microsoft Research e ainda assim nós apenas começamos a arranhar a superfície do que é possível – disse Shum em comunicado.
O Google anunciou na quinta-feira a criação de uma nova estrutura para armazenamento de dados em nuvem em São Paulo, como parte dos esforços da empresa para o setor.
A estrutura, voltada a clientes das novas plataformas de softwares empresariais da empresa, a Google Cloud e a G Suite, reveladas mais cedo, deve ficar pronta em 2017, disse o chefe da Google Cloud Platform Latam, Fabio Andreotti, à agência inglesa de notícias Reuters.
– Já são serviços que os clientes podem ter acesso a partir de outras regiões, como Américas e Europa. Só estamos ampliando para atender clientes com necessidade de maior velocidade e para reduzir a latência – disse Andreotti sobre a nova estrutura.
As novas soluções da gigante de tecnologia, que integram aplicativos como Gmail e Google Drive, além de ferramentas específicas para o setor corporativo, também visam as pequenas e médias empresas, além de startups, segundo Andreotti.
Segundo o executivo, a aposta no segmento no país, que passa por uma séria recessão, está alinhada com investimentos globais do Google no setor de computação em nuvem e atender a demanda, por ser também uma opção para reduzir custos.
– Queremos apresentar o Google como empresa de cloud em 2020. Até lá, acreditamos que a nossa receita de cloud será maior que a de anúncios no mundo – disse Andreotti.
Além da infraestrutura na capital paulista, o Google quer abrir unidades similares na Virgínia do Norte (EUA), Cingapura, Austrália, Alemanha, Reino Unido, Índia e Finlândia.