A fabricante de pneus francesa Michelin deveria compensar os torcedores do Grande Prêmio dos Estados Unidos pelo corrida com apenas seis carros no domingo, sugeriu na quarta-feira o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Max Mosley também afirmou que ingressos de graça deveriam ser oferecidos para a corrida em Indianápolis do ano que vem.
- Minha opinião...é que a Michelin deveria oferecer uma compensação aos torcedores em uma base justa - , disse ele em resposta a perguntas por escrito.
- Então, (o promotor) Tony George e Bernie Ecclestone deveriam anunciar conjuntamente que o GP dos EUA vai acontecer em Indianápolis em 2006 e que qualquer um que tiver um ingresso deste ano será autorizado a usar o mesmo ingresso sem cobrança no ano que vem.
Cerca de 120 mil torcedores foram a Indianápolis no domingo, mas as sete equipes que usam pneus Michelin -- Renault, McLaren, Williams, Toyota, BAR, Red Bull e Sauber -- desistiram da prova devido a preocupações com a segurança dos pneus.
A Ferrari, a Jordan e a Minardi -- que usam pneus fornecidos pela Bridgestone -- correram, e Michael Schumacher venceu a prova sob garrafas e latas atiradas pelos torcedores irritados.
As sete equipes foram convocadas para um tribunal do Conselho de Automobilismo da FIA na próxima semana, e podem sofrer sanções.
- Vamos escutar com cuidado o que as equipes têm a dizer - disse Mosley.
- Há dois lados para toda história e as sete equipes devem ter uma oportunidade de contar a sua - completou o dirigente, deixando claro que considera as equipes responsáveis pelo que aconteceu.
Na quarta-feira, o chefe da Minardi, Paul Stoddart, pediu a renúncia de Mosley.
- Não há dúvidas na minha cabeça que a farsa que aconteceu...em Indianápolis foi responsabilidade do presidente da FIA, Max Mosley, e acrescida pela falta de apoio de Jean Todt (chefe da Ferrari) - disse Stoddart em comunicado.
- Mosley se recusou a aceitar qualquer das soluções oferecidas e essa recusa foi, acredito, politicamente motivada. Portanto, acho que ele falhou em sua obrigação, e é por isso que peço a renúncia dele.