Michelangelo Antonioni, um dos cineastas mais famosos e influentes da Itália, morreu aos 94 anos, informaram nesta terça-feira autoridades municipais de Roma.
Considerado o pai cinematográfico da alienação e angústia modernas, Antonioni teve uma carreira de seis décadas, que incluiu clássicos como Blowup e A Aventura.
A morte dele na noite de segunda-feira segue-se à do lendário diretor sueco Ingmar Bergman, também morto na segunda, aos 89 anos.
- Com Antonioni, não se perdeu somente um dos maiores diretores vivos, mas também um mestre da tela moderna - afirmou o prefeito de Roma, Walter Veltroni.
Os filmes deliberadamente lentos e oblíquos de Antonioni nem sempre agradavam ao público, mas obras como A Aventura tornaram-no um ícone entre diretores como o norte-americano Martin Scorsese, que o descrevia como um poeta com uma câmera.
Antonioni nasceu em 1912, na cidade italiana de Ferrara. Ele dirigiu seu primeiro longa, Cronaca di un amore (Crônica de um Amor), em 1950, aos 38 anos.
Em 1966, Blowup, falado em inglês e ambientado na agitada Londres dos anos 1960, transformou-o em figura cult para cinéfilos e cineastas. O diretor sofreu um derrame que o paralisou em 1983.
Também aclamada internacionalmente foi sua obra seguinte, Zabriskie Point, filmada nos Estados Unidos em 1970 e que mostra o movimento de contracultura naquele país.