MH370: novos destroços são encontrados na ilha francesa de Reunião
O ministro dos Transportes da Malásia, Liow Tiong Lai, informou nesta quinta-feira que uma equipe de buscas coletou novos destroços na ilha francesa de Reunião, no Oceano Índico, incluindo uma janela e assentos de avião.
Por Redação, com DW - de Paris:
O ministro dos Transportes da Malásia, Liow Tiong Lai, informou nesta quinta-feira que uma equipe de buscas coletou novos destroços na ilha francesa de Reunião, no Oceano Índico, incluindo uma janela e assentos de avião. Ele afirmou, no entanto, que ainda não é possível confirmar que os itens pertenciam ao voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido em março de 2014.
- Posso apenas assegurar que são destroços de um avião - afirmou Liow, acrescentando que "são muitos os itens coletados". Os fragmentos foram enviados a especialistas franceses para averiguação.
Autoridades malaias afirmam que fragmentos, incluindo janela, pertenciam a avião, sem confirmar se eram do voo MH370
Segundo o ministro, a Malásia pediu às autoridades de regiões próximas, como as ilhas Maurício e Madagascar, que vasculhem suas praias em busca de novos destroços.
Na noite de quarta-feira, o primeiro-ministro malaio, Najib Razak, havia confirmado que o destroço encontrado na semana passada na ilha de Reunião, identificado como a peça chamada de flaperon de um Boeing 777, pertence à aeronave do voo MH370.
Após o anúncio de Razak, as autoridades australianas afirmaram que estão confiantes de que as buscas pelo voo MH370 estão sendo realizadas no local correto.
Mais próximos de resolver o mistério
A ministra australiana do Exterior, Julie Bishop, declarou que as autoridades do país envolvidas nas buscas continuarão seu trabalho. "Espero que essa descoberta (flaperon) nos permita finalmente encontrar o avião", afirmou.
O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, afirmou que a peça encontrada "parece indicar que o avião caiu mais ou menos onde pensávamos, e sugere, pela primeira vez, que podemos estar um pouco mais próximos de resolver esse mistério".
Martin Dolan, comissário-chefe do Departamento Australiano de Segurança nos Transportes (ATSB, na sigla em inglês), se diz confiante de que o avião possa ser encontrado na área vasculhada pelas equipes de busca. Ele ressaltou, porém, que ainda é "muito cedo para dizer" o que aconteceu com a aeronave e que ainda são necessárias "análises detalhadas" do flaperon.
Dados de satélite indicam que o avião caiu no sul do Oceano Índico. Navios de busca já vasculharam mais de 50 mil quilômetros quadrados do fundo do oceano. Autoridades planejam ampliar a buscas para uma área de 120 mil quilômetros quadrados.
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