Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

(MG) Em Itabira famílias continuam acampadas na frente de Prefeitura

Terça, 14 de Junho de 2011 às 14:25, por: CdB

Por Tatiana Félix (Adital) 14/06/2011 às 20:03

Trezentas famílias moradoras da Comunidade Drummond, localizada na cidade de Itabira, em Minas Gerais, Sudeste do Brasil, têm até o dia 31 de julho deste ano para deixarem o local onde vivem há 11 anos. Isso porque, a área que estava abandonada na época da ocupação, foi solicitada em um processo de reintegração de posse.

Depois que a 1ª Vara Cível da Comarca de Itabira emitiu a ordem de despejo, as famílias se revezam em um acampamento na porta da Prefeitura, desde o dia 24 de maio, para exigir providências.

De acordo com Junio Cesar dos Anjos, militante das Brigadas Populares, o prefeito da cidade, João Izael, teria feito uma proposta informal de doar um terreno e o material de construção para as famílias construírem suas novas casas, mas, somente após a saída das pessoas acampadas em frente à prefeitura. No entanto, o local ainda não está definido e as famílias não aceitaram a negociação. "O prefeito quer que as famílias saiam sem qualquer garantia de que a Polícia não irá cumprir a ordem de despejo?, disse, "mas isso não é possível?, completou.

Diante disso, os representantes das Brigadas Populares, com o apoio do advogado Joviano Mayer, enviaram uma contra-proposta para a prefeitura em que declaram que permanecerão no acampamento até que seja firmado um "Termo de Ajustamento de Conduta" entre o Ministério Público e a cidade de Itabira, assegurando que a prefeitura se comprometerá a resguardar o direito à moradia das famílias da Comunidade Drummond.

A proposta é que a justiça suspenda a ordem de desalojamento forçado para então constituir a Comissão de Negociação que irá elaborar a proposta de solução definitiva do caso. Segundo Junio, as famílias querem ter a garantia de que poderão permanecer em suas casas até que a prefeitura destine um novo local para removê-los. Junio ressaltou que o terreno foi ocupado, na época, por se configurar como um local abandonado, "que não cumpria sua função social, servindo apenas para a prática da violência?.

"Esperamos que as autoridades, especialmente o Prefeito de Itabira, Sr. João Izael (PR), e o Governador do Estado, Antônio Augusto Anastasia, tenham a sensatez de dialogar e buscar uma saída negociada. O despejo forçado é ilegal, injusto e imoral. Exigimos que seja buscada uma solução justa para que tamanha violência não se consuma contra os(as) trabalhadores(as) de Itabira-MG", enfatiza a comunidade em nota.

Para apoiar a causa das famílias, o vigário episcopal da Região Pastoral I da diocese de Coronel Fabriciano e Itabira, padre José Geraldo de Melo, decidiu iniciar uma greve de fome na última sexta-feira (10), por tempo indeterminado. De acordo com a assessoria do movimento, o objetivo do religioso é sensibilizar o prefeito da cidade, João Izael, o poder judiciário, as autoridades públicas e a sociedade em geral para que garantam o direito à moradia para estas famílias.

Durante a missa, celebrada no último domingo (12), o padre afirmou que a Igreja está assumindo sua opção pelos pobres, e disse esperar que o prefeito tome 'atitudes verdadeiras e mais justas em benefício das pessoas mais pobres'.

A comunidade pede que quem desejar apoiar sua causa, envie mensagens de repúdio ao despejo forçado, por meio do canal Fale com o Prefeito. Mensagens também podem ser enviadas para o gabinete do governador do estado, Antonio Anastasia,  http://br.mc325.mail.yahoo.com/mc/compose?to= governadorgab@governo.mg.gov.br, para o presidente do Tribunal de Justiça  http://br.mc325.mail.yahoo.com/mc/compose?to= gapre@tjmg.jus.br, com cópia para http://br.mc325.mail.yahoo.com/mc/compose?to= brigadaspopulares@gmail.com.

Para acompanhar a luta das Brigadas Populares, acesse:  http://brigadaspopulares.blogspot.com/

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