Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

MÉXICO RELEMBRA 26 ANOS DO TERREMOTO QUE DEIXOU MAIS DE 3 MIL MORTOS

Segunda, 19 de Setembro de 2011 às 08:19, por: CdB

CIDADE DO MÉXICO, 19 SET (ANSA) - O México lembrou hoje os 26 anos do terremoto de 8,1 graus na escala Richter que atingiu a capital federal em 1985 e que foi considerado o mais devastador do país em um século.
   
A data, proclamada Dia Nacional da Proteção Civil, foi marcada por cerimônias civis e litúrgicas com a presença de políticos e personalidades.
   
O presidente Felipe Calderón, acompanhado de vários ministros, liderou o ato oficial com o hasteamento da bandeira nacional a meio-mastro na principal praça pública de Cidade do México.
   
Por sua vez, o prefeito da capital, Marcelo Ebrard, participou de outra celebração, na Praça da Solidariedade, onde prestou homenagens às vítimas do tremor.
   
Ebrard disse que "é impossível saber quando ocorrerá um novo terremoto mas a Cidade do México tem melhorado ao longo destes 26 anos suas medidas de prevenção e ações para responder a um abalo sísmico".
   
Além disso, às 7h19 locais (5h19 no horário de Brasília), momento em que o terremoto foi registrado, soaram os sinos da Catedral Metropolitana. O Hino Nacional também foi tocado em várias localidades e bombeiros ligaram as sirenes por um minuto.
   
A Secretaria de Proteção Civil também preparou uma megassimulação na manhã de hoje. Conhecido como Plano Anáhuac, o exercício contou com a participação de 15.500 edifícios entre públicos e privados e seis milhões de pessoas. Também participaram do teste 24.185 policiais, 1.675 veículos e cinco helicópteros.
   
As autoridades explicaram que o mais importante desta simulação foi a mudança de procedimentos, que foi modificada depois do terremoto de janeiro do ano passado no Haiti, na qual as pessoas devem se refugiar dentro do edifício se estiveram longe do ponto de segurança.
   
O número de mortes em decorrência do tremor de 1985, que derrubou mais de 2 mil edifícios na cidade, foi atualizado hoje depois de 26 anos, com a digitalização do sistema de atas do Registro Civil da Cidade do México: são 3.692 vítimas. A cifra especulada, até então, era de ao menos 10 mil mortos. É possível, no entanto, que o número realmente seja maior já que muitos cadáveres não puderam ser identificados.
   
Na ocasião, dirigentes de organizações que participaram dos resgates e das tarefas de reconstrução chegaram a dizer que 25 mil pessoas tenham sido enterradas em valas comuns. (ANSA)

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