Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

MÉXICO PEDE MAIS MEDIDAS PARA RESTRINGIR FLUXO DE ARMAS EM FRONTEIRA COM EUA

Quinta, 14 de Julho de 2011 às 06:44, por: CdB

CIDADE DO MÉXICO, 14 JUL (ANSA) - A chanceler do México, Patricia Espinosa, reiterou a posição de seu governo a favor da medida dos Estados Unidos para controlar a venda de armas pela fronteira, mas alertou que "há muito mais para fazer" para deter o tráfico de armamentos para seu país.
   
"Sem dúvida, há muito por fazer para deter o tráfico de armas para o México", considerou a ministra mexicana das Relações Exteriores, ao se referir à decisão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos de introduzir novas normas para regulamentar a venda de armas.
   
A chanceler afirmou, porém, que as autoridades mexicanas reconhecem o esforço norte-americano e entendem a medida "como um passo positivo na direção correta".
   
A partir de agora, o comércio de grandes quantidades de rifles de assalto para compradores frequentes nos estados do Texas, Califórnia, Arizona e Novo México deverão ser informadas às autoridades norte-americanas.
   
Segundo a Organização das Nações Unidas, 70% das armas vendidas nesses estados acabam no país vizinho. Segundo o Washington Post divulgou em dezembro do ano passado, oito dos 12 fornecedores de armas aos carteis mexicanos estão localizados no Texas, onde há 3.800 vendedores varejistas de armas.
   
Em março, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia prometido ao seu homólogo mexicano, Felipe Calderón, a adoção de mecanismos para prevenir a compra de armas em grande quantidade para posterior traslado ao país vizinho.
   
Por sua vez, Espinosa ainda recordou ontem em coletiva de imprensa que o México está à frente das negociações na ONU para elaborar um tratado internacional para combater a proliferação de armamentos.
   
Ela tratou do tema ao lado de seu homólogo uruguaio, Luis Almagro, com quem se reuniu ontem para acertar os detalhes da visita oficial que o presidente do Uruguai, José Mujica, fará ao país.
   
De acordo com o jornal mexicano El Economista, na ocasião, ela ainda lamentou sobre a falta de informações por parte de Washington a respeito da operação "Rápido e furioso", que tinha como objetivo rastrear o fluxo ilegal de armas pela fronteira, mas permitiu neste ano a entrada de mais de duas mil armas no território mexicano com a anuência de agentes da inteligência norte-americana.
   
Integrantes do Escritório para Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) dos EUA afirmaram em março deste ano que teriam recebido ordens superiores para permitir a passagens dos armamentos. O Departamento de Justiça dos EUA negou que a operação incluía estratégias de tráfico controlado e abriu uma investigação.
   
A operação tornou-se alvo de críticas após a descoberta de que duas armas que estavam sendo rastreadas pelas autoridades dos EUA foram encontradas no lugar onde foi assassinado o agente norte-americano de patrulha fronteiriça Brian Terry em dezembro do ano passado. (ANSA)


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