Neste domingo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcará no México, o quinto maior parceiro comercial do Brasil. No ano passado, o comércio entre os dois países totalizou US$ 5,7 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O intercâmbio resultou em um superávit para o Brasil de US$ 3,1 bilhões, já que o país exportou US$ 4,4 bilhões e importou US$ 1,3 bilhões.
Na agenda da visita de Lula estão previstos para esta segunda-feira encontros com o presidente mexicano Felipe Calderón, parlamentares e empresários.
— É a continuidade um processo, de consolidação de reuniões, que eu vejo como um patamar mais elevado nas relações bilaterais — avaliou Cannabrava.
Em março, foi criada uma comissão binacional para aprofundar as relações comerciais e a cooperação em temas da agenda regional internacional. Na pauta dos encontros, questões do setor energético. O presidente buscará dar continuidade às discussões sobre um futuro intercâmbio científico-tecnológico no campo de exploração de petróleo em águas profundas e ultra-profundas.
— A ministra de energia do México, em março, visitou instalações da Petrobras e começaram as conversações para o memorando de energia. Uma delegação mexicana de senadores do comitê de energia também foi ao Brasil visitar a Petrobras e conhecer projetos de biocombustível — ressaltou o embaixador.
Durante a visita está prevista também assinatura de acordos de cooperação nos setores de agricultura, pecuária, ciência e tecnologia, além de memorandos de entendimento para prevenir o tráfico migratório.