O México declarou na segunda-feira estado de emergência por causa do Vírus do Oeste do Nilo, uma doença exótica que representa um severo risco para a população de cavalos e uma crescente ameaça para os mexicanos.
O vírus foi descoberto no México em 16 de maio em um corvo morto, no Estado de Tabasco, ao sul, o que levou o governo a lançar uma campanha para vacinar os equinos da região.
Mas a autoridade de saúde animal do México informou, em um comunicado publicado no Diário Oficial, que a doença se disseminou desde então em cavalos dos Estados de Chihuahua, Tamaulipas e Coahuila, no norte do país, Veracruz, no Golfo do México, assim como Quintana Roo e Yucatán, no sudeste.
- Assim que for registrado, nem que seja apenas um caso, é o suficiente para colocar o Estado inteiro em alerta - disse Javier Trujillo, do Centro Nacional de Serviços de Constatação em Saúde Animal, vinculado à Secretaria de Agricultura.
- Esta é uma situação que pode impactar a saúde pública, por isso o público deve saber sobre isto - acrescentou.
Os Estados Unidos vêm lutando contra o vírus há cinco anos. A doença infectou mais de 4.000 pessoas em 44 Estados do país e causou a morte de 284 no ano passado, segundo o Centro de Controle de Epidemias dos EUA.
Trujillo disse que não foram registradas mortes de pessoas por causa do vírus do Nilo do Oeste durante este ano no México.
México comunicou a morte de uma pessoa por causa deste vírus em agosto do ano passado, mas esclareceu que o homem contraiu a infecção durante suas férias nos Estados Unidos.
Mosquitos que picam os animais infectados e depois picam pessoas podem transmitir o vírus, que pode causar uma inflamação fatal no cérebro humano.
Na segunda-feira, o governo advertiu que o México tem condições ideais para o estabelecimento do vírus, já que seu território é santuário de aves silvestres, "que podem atuar como reservatórios e os vetores transmissores também estão presentes".
- O ciclo natural desta enfermidade se dá entre aves silvestres e mosquitos ornitofílicos (que se alimentam de aves). Ao aumentar o número de aves, outros tipos de mosquitos podem se infectar e serem responsáveis pela transmissão eventual aos humanos ou aos cavalos - disse o documento.
Entre as ações para combater o vírus, as autoridades sanitárias mexicanas têm pedido para os proprietários de cavalos vacinarem seus animais e comunicarem imediatamente qualquer caso suspeito.
O Departamento de Agricultura dos EUA informou que cerca de um terço dos 15.000 cavalos infectados pela doença em 2002 morreram.