Meu Nome não é Johnny foi o vencedor do Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro. A cerimônia de premiação, apresentada pela atriz Marília Pera e pelo diretor Daniel Filho, aconteceu na noite desta terça-feira na casa de espetáculos Vivo Rio, no Rio de Janeiro.
O filme ganhou seis prêmios, de ator, atriz coadjuvante, trilha sonora original, som, montagem e roteiro adaptado. Já Estômago, do cineasta Marcos Jorge, foi premiado em cinco categorias: diretor, roteiro original, ator coadjuvante, longa de ficção e melhor filme pelo voto popular.
Os cerca de 300 membros da academia brasileira de cinema premiaram os destaques em 25 categorias. O público votou pela internet e por meio de mensagens de telefone celular. O grande homenageado da noite foi o cineasta Nelson Pereira dos Santos, que agradeceu dizendo estar muito emocionado: "Ainda bem que só tenho 80 anos".
O prêmio lembrou músicas que fazem parte da cinematografia brasileira e ainda prestou homenagem aos atores Dercy Gonçalves, que morreu no ano passado, e Ankito, que morreu no fim de março.
Para receber o troféu de melhor atriz, Ângela Leal representou a filha Leandra Leal, que venceu graças à sua interpretação em Nome Próprio. Selton Mello, vencedor do prêmio de melhor ator, aproveitou que estava em um palco e interpretou na hora de receber a premiação
Já Julia Lemmertz conquistou o troféu de atriz coadjuvante, interpretando Mãe e Babu Santana, o Buijú, de Estômago venceu na categoria ator coadjuvante.
O documentário O Mistério do Samba, que contou com o incentivo e a participação de Marisa Monte, Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola e a velha-guarda da Portela, conquistou dois prêmios. Um deles de melhor montagem de documentário.
Ensaio Sobre a Cegueira, que conquistou troféus como direção de fotografia, direção de arte, maquiagem e efeitos visuais. Chega de Saudade comemorou a premiação em figurino. E Os Desafinados ficou com a melhor trilha sonora.