Líder do ranking mundial na prova do salto em distância, com a expressiva marca de 7,06 metros, a paulista Maurren Higa Maggi é candidata a ser a grande estrela feminina do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em agosto, na República Dominicana. Consciente disso, a atleta, de 26 anos garante estar preparada para o desafio e espera bons resultados neste ano, especialmente no Pan e no Campeonato Mundial da França, marcado também para agosto. - Estou muito bem e a melhor prova disso foram meus resultados recentes na Europa. Mas meu melhor momento será no Pan-Americano e no Mundial, as competições mais importantes do ano - diz a atleta de 1,73 m e 61 quilos, nascida em São Carlos, no interior de São Paulo. Dona de cinco das seis melhores marcas do ranking mundial de 2003, Maurren, que tem o nome dado pelo pai em homenagem à primeira mulher do baterista Ringo Starr, do Beatles, é atração em qualquer torneio disputado no mundo. Por isso, a sua agenda anda repleta. Depois do Sul-Americano, que será disputado no fim de semana, na cidade venezuelana de Barquisimeto, por exemplo, ela terá um período curto de treinamento em São Paulo, antes de voltar a viajar novamente para a Europa. Maurren diz que não tem medo em não conseguir bons resultados na temporada graças ao seu treinador, a quem entrega toda a sua vida profissional. - Confio muito no trabalho de meu técnico, o Nélio Moura. Deixo a minha carreira, minha vida profissional nas mãos dele. Ele define meu treinamento e o meu calendário de competições. Pessoalmente, sinto que posso crescer mais ainda. A atleta disse que teve problemas no início da temporada, o que lhe custou a medalha no Mundial de Pistas Cobertas na Inglaterra. - Tive muitos problemas pessoais no início do trabalho, que acabaram me custando a medalha de ouro no Mundial em Pista Coberta, em Birmigham, em março, na Inglaterra. Foi um início traumático, que já foi totalmente superado. A boa campanha na Europa prova isso. Mesmo vencendo a prova de salto em distância no Troféu Brasil de Atletismo no Ibirapuera, Maurren não gostou da marca de 6,75 metros. Ela atribui o "mau resultado" ao cansaço, por isso só vai disputar uma prova no Sul-Americano na Venezuela. - Esperava um pouco mais. Mas me senti cansada. Essa é a única justificativa que encontro para o resultado. O importante é que eu venci a prova e é muito bom ganhar no Brasil, especialmente no Ibirapuera, que sempre foi a minha casa. Tive ainda o apoio de meus familiares e amigos, que vieram de São Carlos. Estou me sentindo um pouco cansada. Viajei muito e não tive tempo de me recuperar. Na Venezuela, vou em ritmo de treinamento. Só vou fazer o salto em distância. Com títulos e medalhas importantes no currículo, Maurren rompeu as barreiras do esporte nacional ao conquistar o ouro no Sul-Americano, no Ibero-Americano, no Pan-Americano, no Mundial Universitário e na final do circuito Grand Prix de 2002. Ganhou também a medalha de prata na Copa do Mundo de Madri e a de bronze no Mundial Indoor de Birmingham. Nos últimos dias, venceu provas importantes, como o Notturna di Milano (7,06m), o Memorial Primo Nebiolo, em Turim (6,94m), e o Meeting Venizelia, na Grécia (6,95m).
Meu melhor momento será no Pan-Americano e no Mundial, diz Maurren
Quarta, 18 de Junho de 2003 às 10:25, por: CdB