Os metroviários rejeitaram a proposta da Companhia do Metropolitano e ameaçam entrar em greve na próxima terça-feira. Um dos principais impasses na negociação é a cláusula sobre adicional de risco de vida, que beneficia 1.800 dos 7.800 empregados. Nova assembléia acontece na próxima segunda-feira.
Na audiência de conciliação da última quarta-feira, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), houve acordo apenas em relação à proposta de reajuste salarial: 4,18%, índice equivalente ao IPC da Fipe acumulado em 12 meses, até abril.
O impasse acontece porque o Metrô não quer manter o adicional de risco de vida - de 10% - pago aos funcionários da segurança e aos agentes de estação que trabalham nas bilheterias.
Na audiência, o TRT deu prazo de 120 dias para que Metrô e sindicato formalizem um acordo. Uma possibilidade é de que a cláusula vá para julgamento no próprio TRT - enquanto isso, o adicional continuaria sendo pago. Já os 4,18% seriam estendidos aos benefícios pagos pela companhia.
No último ano os metroviários tiveram reajuste de 18,13%, que começou a ser pago em julho e foi retroativo ao mês de maio, data-base da categoria.
O governo do estado tentou não dar o aumento, mas perdeu na Justiça do Trabalho. Logo depois, foram reajustadas as tarifas dos bilhetes múltiplos de dez e de dois. (o múltiplo de dez passou de R$ 15,50 para R$ 17, e o de dois, de R$ 3,40 para R$ 3,60). O preço do bilhete único foi mantido em R$ 1,90.
Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026
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