O Metrô paulista entrou em pane 6ª feira da semana passada, durante quatro horas, no fim da tarde e à noite - lentidão por problema técnico. Voltou a operar, vagarosamente, na 2ª feira desta semana por causa das chuvas. E hoje, três estações, São Judas, Jabaquara e Conceição, foram fechadas no horário do rush da manhã, justo na Linha 1-Azul, Norte-Sul, a mais movimentada do sistema.
Durante a duração da pane de hoje, a circulação de trens na linha era feita apenas entre as estações Tucuruvi (Zona Norte) e Saúde (Zona Sul). O Metrô acionou a São Paulo Transporte (SPTrans), administradora do sistema de ônibus da Capital, que deslocou dez veículos extras para transportar os passageiros na área das três estações fechadas.
Voltamos, então, às já rotineiras panes enfrentadas pelos milhões de passageiros usuários diários do metrô de São Paulo. Só que agora, nas duas últimas semanas, com uma diferença: desde o 1º semestre deste ano o sistema apresentava defeitos em média uma vez por semana; agora é quase todos os dias.
Promessa demais, responsabilidade de menos
Além de configurar o máximo da irresponsabilidade tucana - eles administram o metrô há 16 anos, a igual em que governam o Estado - esta é uma situação inescapável. Segundo afirma o ex-secretário municipal de Transportes da Capital, Carlos Zarattini (PT-SP), na entrevista publicada por este blog 3ª feira pp. (leiam) prometeram tanto na campanha eleitoral em relação ao metrô, que chegaram a garantir até a construção da Linha 17.
Passada a eleição, era blefe, engôdo, não tem nada programado. Nem manutenção. Sequer planos de emergência para situações de pane emergencial, como as enfrentadaqs hoje, 2ª feira, 6ª feira passada...agora, quase todos os dias. E o pior, o orçamento do Estado de São Paulo para 2011 é 3,3% menor em termos de investimentos destinados a transportes do que o deste ano.
Jeito tucano, maroto e irresponsável de governar.