A manhã desta quinta-feira é marcada pelo trânsito ruim nas principais vias de São Paulo, resultado da greve dos metroviários e da suspensão do rodízio de veículos na cidade. Às 9h, a cidade tinha 172 km de vias com problemas, o maior índice do ano no período da manhã. Registros da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) mostram que, às 11h, o índice de lentidão ficou em 138 km, enquanto a média para o horário é de 52 km.
A pauta de reivindicações dos metroviários inclui reajuste salarial. A paralisação prejudica cerca de 3 milhões de passageiros que usam o sistema diariamente.
Os metroviários voltam a se reunir em assembléia na manhã desta quinta para avaliar uma contraproposta apresentada pelo governo e a possível volta ao trabalho, que pode ocorrer ainda nesta quinta-feira.
Trânsito
Por volta das 11h10, os maiores trechos de congestionamento na cidade estavam na marginal Tietê, nas avenidas 23 de Maio, Rubem Berta e Moreira Guimarães, na Radial Leste, na avenida Washington Luís e na avenida Cruzeiro do Sul.
Devido à greve, o rodízio de veículos está suspenso. Com isso, carros com placas finais 7 e 8 podem circular sem restrições na cidade.
O rodízio restringe o tráfego no chamado centro expandido durante os horários de pico, das 7h às 10h e das 17h às 20h, por dia da semana, de acordo com o fim da placa do carro.
Greve
A paralisação dos metroviários foi decidida em assembléia ocorrida na noite de quarta-feira. A pauta de reivindicações inclui a reintegração de dois diretores do sindicato demitidos após protesto em abril. A categoria também quer correção dos salários pelo ICV-Dieese (3,09%) e aumento real de 9,98%. A data-base é 1º de maio.
A proposta de reajuste enviada pelo Metrô foi de 3,37%. Durante a madrugada desta quinta, representantes do sindicato se reuniram com o secretário estadual dos Transportes, José Luiz Portella, e ouviram uma contraproposta que prevê reajuste de 4,35% para os salários e de 3,09% para os benefícios. No encontro, que terminou às 3h20, os metroviários concordaram em diminuir de 96 para 20 o número de reivindicações, e o secretário se comprometeu a avaliá-las.