O diretor de Planejamento Estratégico do Metrô, Eloi Conetti, informou que, embora já estejam comprados 119 vagões para o transporte metroviário do Rio de Janeiro, eles não têm previsão para entrar em operação. Tudo porque as composições ainda não vieram da China, onde foi feita a compra.
O diretor de Planejamento Estratégico do Metrô, Eloi Conetti, informou que, embora já estejam comprados 119 vagões para o transporte metroviário do Rio de Janeiro, eles não têm previsão para entrar em operação. Tudo porque as composições ainda não vieram da China, onde foi feita a compra.
A previsão inicial era de que estes 119 carros entrassem na linha em 2007. Agora, já existe um atraso de quatro anos. Conetti explicou, durante audiência na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira, que o contrato de concessão não define prazos para a ampliação do sistema.
Entretanto, na última semana o deputado Pedro Fernandes (PMDB), presidente da comissão, realizou viagens nos horários de maior procura e registrou em vídeo o sofrimento dos passageiros.
– Hoje os usuários do metrô sofrem também com o sistema de ar condicionado que, sobrecarregado, não dá vazão. A Casa está se reunindo para dar à população o que ela merece: um tratamento digno –, disse o parlamentar.
Atualmente, nas linhas 1 e 2, o metrô transporta 550 mil pessoas por dia que, desde o dia 4 de abril, passaram a pagar R$ 3,10 na passagem.
– Foi um reajuste de 11,5%, muito acima do reajuste do salário de qualquer categoria profissional –, afirmou o deputado Gilberto Palmares (PT).
Segundo o parlamentar, em 2006 um relatório sobre acessibilidade nas estações foi encaminhado à Secretaria de Estado de Transportes e, desde então, existe um fundo exclusivo para a construção de rampas e elevadores nos locais, só que as obras estão paradas.
Para o gerente de transportes da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp-RJ), José Luiz Teixeira, o aumento da capacitação do metrô não depende apenas da chegada dos novos trens.
– É importante alertar que se houver um aumento de demanda proporcional a taxa de ocupação continua a mesma, então não necessariamente se tem a melhora da qualidade –, afirmou.
De acordo com o promotor Carlos Andrezano, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) prevê uma multa de R$ 10 mil por dia para o não cumprimento de reparos.
– Uma vez constatado o descumprimento deste TAC nós vamos executar a multa, que é paga em cima de cada item descumprido –, completou.
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