Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 2026

Metrô do Rio descumpre termo de ajuste de conduta

A concessionária Metrô Rio está descumprindo os termos de ajustamento de conduta assinados entre a concessionária e o Ministério Público do Rio no ano passado. O laudo parcial da perícia técnica do documento mostra que houve aumento no tempo de intervalo entre as estações e os vagões têm temperaturas elevadas e estão com excesso de passageiros.

Terça, 03 de Maio de 2011 às 07:53, por: CdB
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A concessionária Metrô Rio, que cuida do transporte metroviário da cidade do Rio de Janeiro, está descumprindo os termos de ajustamento de conduta assinados entre a concessionária e o Ministério Público do Rio no ano passado. O laudo parcial da perícia técnica do documento, divulgado pelo promotor Leonardo Araújo Marques, mostra que houve aumento no tempo de intervalo entre as estações e os vagões têm temperaturas elevadas e estão com excesso de passageiros. O documento foi apresentado na presença do presidente do Metrô Rio, José Gustavo de Souza Costa, e do conselheiro da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transporte (Agetransp), Herval de Barros. O executivo compareceu à comissão para esclarecer o episódio da agressão de seguranças a um passageiro, ocorrida em abril, em uma estação de Botafogo. Já o representante da agência falou sobre a regulação dos serviços. Segundo o promotor, o documento foi elaborado em parceria com a Agetransp, a pedido dos deputados. Para ele, o descumprimento das normas de funcionamento gera a insatisfação dos passageiros. – Há um péssimo serviço. Isso cria uma tensão entre usuários e seguranças. Gera insatisfação porque o usuário perde a paciência –, declarou Marques, em audiência na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). Ele acrescentou que foi instaurado um procedimento para averiguar o caso de Botafogo, quando um segurança agrediu um passageiro. Os deputados aproveitaram o encontro para questionar sobre os serviços prestados, a segurança interna, a ausência de banheiro nas estações, o atraso na entrega das novas composições, as multas que a empresa teria levado por não cumprir as normas de funcionamento e a renovação da concessão. Pedindo desculpas à população pelo incidente, o presidente do Metrô lembrou ter demitido o funcionário após ver as imagens da agressão. Ele informou que hoje há 800 câmeras monitorando as estações, mas a previsão é que nos próximos dois anos esse número chegue a 1.100, o que possibilitaria vistoriar toda a rede. Costa revelou ainda que os seguranças não andam armados, e explicou que o treinamento deles prima pela segurança dos passageiros e do patrimônio da empresa. Ele admitiu, no entanto, que pode haver falhas. – Quando vemos um funcionário fazendo luta de vale-tudo é porque algo não está certo –, disse. A informação passada pelos seguranças era a de que o jardineiro Gabriel Gonçalves havia pulado a roleta sem pagar, o que, segundo o executivo, foi confirmado por funcionários. Costa assegurou, porém, que esse tipo de irregularidade não é comum. Para evitar o transtorno, avalia, era mais fácil ter deixado o passageiro embarcar sem pagar. Sobre a concessão, ele explicou que o Governo tinha até 18 meses antes de expirar o contrato para renová-lo. O presidente falou que, até o fim de 2012, os novos trens estarão em circulação e disse que não constrói banheiros por questões de segurança. Ele adiantou, contundo, que, em seis meses, todas as estações estarão adaptadas para deficientes. Costa não se pronunciou sobre a suposta multa de R$ 5 milhões que teria recebido da Agetransp por não ter colocado os novos vagões em funcionamento – o assunto está sub judice na própria agência, que deverá resolver a questão no próximo dia 10. Ele também disse desconhecer outras multas que a empresa teria recebido. O presidente da Comissão de Transporte, deputado Marcelo Simão (PSB), argumentou que a presença do presidente do Metrô Rio foi positiva. Ele disse ter gostado do depoimento e lembrou que no próximo dia 9 haverá outro representante da empresa para falar sobre as obras da linha 4.
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