A Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, iniciou processo de demissão por justa causa sob o amparo da lei. De acordo com a assessoria da secretaria, 60 cartas já foram remetidas. O critério de afastamento considerou inicialmente os servidores flagrados em ações de vandalismo ou de incentivo para que usuários pulassem as catracas.
O sindicato dos metroviários fará outra assembleia para decidir os rumos do movimento
A Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, iniciou processo de demissão por justa causa sob o amparo da lei. De acordo com a assessoria da secretaria, 60 cartas já foram remetidas. O critério de afastamento considerou inicialmente os servidores flagrados em ações de vandalismo ou de incentivo para que usuários pulassem as catracas.
O sindicato dos metroviários fará outra assembleia para decidir os rumos do movimento nesta segunda-feira. Segundo a assessoria da entidade até às 9h nenhum comunicado sobre as demissões havia sido recebido pelo sindicalistas.
Para o secretário, o movimento tem caráter político e o governo prepara um plano de contingência para evitar problemas na próxima quinta-feira, dia de abertura dos jogos da Copa do Mundo, na Arena do Corinthians, na zona leste. Muitos torcedores e os próprios trabalhadores desse estádio vão depender de trens do Metrô para se deslocarem até o local vindo de outras regiões.
Uma das opções será usar o expresso da Companhia Paulista dos Trens Metropolitanos (CPTM), saindo da Estação da Luz, mas para chegar a este local muitos usuários precisam do Metrô.
Nesse quinto dia de greve, três das cinco linhas do Metrô operam parcialmente: na Linha 1-Azul, do Paraíso até à Estação da Luz; na Linha 2-Verde a circulação começou do Paraíso até Clínicas, mas por volta das 10h já operava em mais duas estações - a do Sumaré e da Vila Madalena; na Linha 3-Vermelha do Bresser até Santa Cecília. Na Linha 4-Amarela, administrada pelo setor privado, o funcionamento é normal bem como na Linha 5-Lilás, em Santo Amaro.
Diariamente cerca de 4,6 milhões de pessoas utilizam o Metrô. A São Paulo Transportes (SPTrans), informa que 100% da frota dos 15 mil ônibus estão nas ruas numa tentativa de compensar a demanda. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o trânsito continua mais lento que o normal, e às 9h tinha 174 quilômetros (kms) de lentidão na área do centro expandido, filas que cresceram para 182km às 9h30 e caíram para 173km às 10h.
Greve no metrô
A movimentação na Estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô, fechada em razão da greve dos metroviários, era tranquila nesta segunda-feira, apesar de muitos passageiros ainda estarem confusos com a interrupção das linhas. Dez das 18 estações da Linha Vermelha (Barra Funda – Itaquera), que faz a ligação da região central de São Paulo com a zona leste – a mais populosa do município –, estão funcionando. De acordo com a Polícia Militar (PM), um efetivo de 100 policiais da Força Tática, faz o acompanhamento na região, mas até as 10h não foi registrada nenhuma ocorrência.
Os metroviários estão em greve há cinco dias. A paralisação foi mantida após decisão em assembleia na tarde de domingo, contrariando decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo que determinou o fim da greve e multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. O tribunal considerou abusiva a paralisação. Os trabalhadores marcaram para esta segunda uma nova assembleia para decidir se a greve continua. Eles pedem um reajuste de 16%, mas até o momento o governo oferece 8,7%.
Com a paralisação do metrô, o rodízio de veículos foi suspenso e o trânsito na cidade está mais congestionado. Foi que dificultou o deslocamento da babá Euza Santos, 57 anos. “Fiquei uma hora e meia no ônibus, que demoro normalmente 50 minutos”, relatou. Ela acertou com a patroa que pegaria um táxi na Estação Barra Funda para o Morumbi. “Ela está brava, mas não tenho o que fazer”, lamentou. Cartazes nos portões fechados da estação indicavam o funcionamento apenas da Linha 1 – Azul, das estações Ana Rosa e Luz; e Linha 2 – Verde, da Estação Ana Rosa à Vila Madalena.
A assistente fiscal Luiza Melo, 37 anos, saiu de casa às 6h, na zona norte, e deveria estar no trabalho às 8h, mas três horas depois ela ainda estava no terminal da Barra Funda, tentando descobrir a melhor forma de chegar à Vila Anastácio, na zona oeste. “Vou tentar pegar um trem e outro ônibus depois, mas talvez tenha que ir a pé”, disse. O auxiliar administrativo Lucas Sousa, 21 anos, explica o trajeto de 40 minutos que faria de casa ao Fórum Criminal da Barra Funda mais que dobrou. “Vou pegar o trem, ir até Itapevi, depois o trem para o Grajaú e depois um ônibus”, relatou.
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