Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2026

Metrô de SP completa 35 anos sem atingir meta inicial de extensão

Quarta, 23 de Abril de 2003 às 13:47, por: CdB

Nesta quinta-feira, o metrô de São Paulo completa 35 anos de sua criação sem atingir a meta inicial de contar com 150 quilômetros de linhas até o ano 2000. A meta foi estipulada em setembro de 1974, quando a Companhia do Metropolitano de São Paulo iniciou suas operações. Em abril de 2003, a rede do metrô conta com apenas 57,6 quilômetros de extensão. "O metrô realmente avançou pouco de 1974 para cá. O principal problema é a falta de recursos, já que o país passou por muitas crises neste período. Além disso, apenas o governo investe no sistema", explica o diretor de operação do Metrô, Décio Tambelli. No dia 24 de abril de 1968, foi instituída a constituição da empresa. A primeira viagem foi realizada por uma composição protótipo no dia nove de setembro de 1972, entre as estações Jabaquara e Saúde. Em 14 de setembro de 1974, foi iniciada a operação do primeiro trecho de metrô do Brasil, ligando as estações Jabaquara e Vila Mariana, numa extensão de sete quilômetros. Hoje, o metrô, que transporta cerca de 2,5 milhões de pessoas por dia, aposta em novas linhas e ampliação das linhas existentes. "De cinco anos para cá, o sistema vem passando por grandes mudanças, mas ainda é pouco", afirma Tambelli. A Linha 5 (Lilás) foi inaugurada em outubro de 2002, ligando o Capão Redondo ao Largo Treze em seis estações. A linha não vinha atraindo muitos passageiros, o que levou a secretaria dos Transportes Metropolitanos a baixar o preço da tarifa. A partir de maio, a bilhete custará R$1,55 (nas outras linhas custa R$1,70). "O preço foi baixado para atender à população que utiliza a linha, que tem um poder aquisitivo mais baixo. Assim, pretendemos incrementar a demanda", disse Tambelli. O bilhete vendido na linha 5 poderá ser usado apenas nesta linha. Apesar da baixa freqüência, para o diretor de operação, a linha 5 foi um sucesso. Segundo ele, de quatro anos para cá a região do Capão Redondo se desenvolveu muito por causa do metrô. A linha 5 deverá ainda ser ampliada, ligando o Largo 13 à Chácara Klabin, mas não há prazo para isso. Uma nova linha do metrô, a 4 (amarela), que ligaria a Vila Sônia à Estação da Luz, está em fase de licitação, e vem enfrentando alguns problemas para sair do papel. Moradores da região do Butantã não querem a construção da linha, que traria, segundo eles, um desenvolvimento não necessário para a região. "Esta é atualmente a maior licitação do país, e é natural que haja problemas. Estamos trabalhando para superar essas dificuldades", contou Tambelli. A construção da linha amarela seria efetuada em duas fases. A primeira, com um custo de US$ 934 milhões arcados pelo governo do Estado, seria a construção dos 12,8 km da linha e as estações, colocando cinco destas em operação. Segundo o diretor, quando o contrato de licitação for assinado, o prazo para a construção será de 42 meses. Ele afirma que o contrato deverá ser assinado até o início do segundo semestre de 2003. A segunda fase, com um custo de US$ 328 milhões, teria investimentos da iniciativa privada. Segundo Tambelli, uma nova licitação seria feita para escolher um consórcio para operar o sistema. Ainda como tentativa de ampliar o alcance do metrô, a secretaria dos Transportes Metropolitanos, à qual o Metrô é vinculado, criou o Programa Integrado de Transportes Urbanos (Pitu), que prevê para os próximos 5 anos o acréscimo ao sistema metroviário de 91 quilômetros de linhas. Desse total, 28,6 quilômetros referem-se a linhas novas e 53 quilômetros a linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que seriam transformados em metrô de superfície. Dessa forma, o metrô passaria dos atuais 58,6 km para 140,2 km de extensão, chegando perto dos previstos 150 quilômetros.

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