Os metalúrgicos das multinacionais Volks-Audi, Renault e Nissan no Paraná, que entraram em greve na última quinta-feira, não devem retornar ao trabalho antes do dia 25, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC).
A greve foi determinada depois que a categoria recusou as cinco propostas de aumento salarial apresentadas pelo sindicato das montadoras Sinfavea. Segundo o SMC, nove mil trabalhadores aderiram à paralisação.
Os trabalhadores da filial brasileira da sueca Volvo foram os únicos a aceitar uma das cinco propostas apresentadas pelo Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea). O sindicato dos trabalhadores da Volvo aceitou 7,44% de aumento salarial a partir de novembro, e um abono de R$ 1.500 por trabalhador em 5 de outubro.
Os sindicatos pedem um aumento de 8,5% aplicado neste mês, e R$ 800 de abono para 5 de outubro, ou o mesmo aumento a partir de janeiro de 2008 e um abono de R$ 2 mil no próximo mês.
Segundo o SMC, o Sinfavea ainda não apresentou uma nova proposta de aumento salarial para a categoria, que tem data-base em 1º de setembro. Na terça-feira, empresas e trabalhadores participarão de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para tentar avançar nas negociações. Na quarta-feira, os metalúrgicos se reúnem novamente em assembléia para definir o caminho a ser seguido.
Metalúrgicos permanecem em greve no Paraná
Segunda, 24 de Setembro de 2007 às 15:36, por: CdB