Os metalúrgicos de São Paulo filiados à Força Sindical iniciam, nesta quinta-feira, greve em esquema rotativo nas fabricas paulistas. A paralisação foi aprovada em assembléia na quarta-feira. A intenção é promover greves pontuais a cada dia em uma região do estado, para forçar os empresários a melhorarem a proposta de reajuste apresentada nesta semana.
A categoria reivindica reajuste salarial de 10%, piso único de R$ 800,00, proibição da terceirização de profissionais, regularização do trabalho de presidiários, redução da jornada de trabalho, isenção de tarifas bancarias e plano de saúde, entre outros pontos. A proposta dos empresários ligados a Federação das Industrias de São Paulo prevê apenas o reajuste de 3,8% nos salários.
Em função do impasse, os metalúrgicos decidiram iniciar a paralisação pelas 46 empresas da capital paulista com cerca de 29 mil trabalhadores. A Força Sindical representa cerca de 700 mil operários no estado de São Paulo.
De acordo com o cronograma apresentado pela entidade, deve haver greve no dia 27 no município de Osasco, no dia 30 em Santo André e São Caetano e no dia 1º no interior do estado.
No próximo dia 6 de novembro, a categoria pretende se reunir por volta das 15 horas para avaliar as paralisações e uma eventual proposta dos empresários. Se persistir o impasse, a mesma assembléia irá indicar novas estratégias para a campanha salarial.