Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Metalúrgicos do ABC vão às ruas protestar contra demissões

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC promove desde a manhã desta quarta-feira, uma manifestação na porta da Volkswagen (km 23 da Via Anchieta), em São Bernardo do Campo (SP). O ato, que deve reunir milhares de trabalhadores para protestar contra as demissões, faz parte de mobilização organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para marcar o Dia Nacional de Luta pelo Emprego e Salário. (Leia Mais)

Quarta, 11 de Fevereiro de 2009 às 08:01, por: CdB

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC promove desde a manhã desta quarta-feira, uma manifestação na porta da Volkswagen (km 23 da Via Anchieta), em São Bernardo do Campo (SP). O ato, que deve reunir milhares de trabalhadores para protestar contra as demissões, faz parte de mobilização organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para marcar o Dia Nacional de Luta pelo Emprego e Salário.

O protesto - chamado de Querem Lucrar com a Crise. A Classe Trabalhadora não Vai Pagar esta Conta - cobrará responsabilidade social de empresários que, sob a desculpa da crise mundial, estão demitindo e cortando salários, apesar de terem vivido cinco anos consecutivos de recordes de produção, vendas e faturamento. Além disso, o objetivo é denunciar que os banqueiros continuam dificultando o crédito com os juros mais altos do mundo, apesar da ajuda federal, e que o governo de São Paulo nada tem feito para combater a crise no estado mais rico da Federação.

Os metalúrgicos vão pedir ainda que o governo federal exija que todas as empresas que receberem isenção de impostos ou empréstimo com dinheiro público se comprometam a não demitir, sob pena de punição. Durante o protesto, os trabalhadores receberão informações sobre a organização do seminário regional que vai reunir prefeitos, sindicatos e empresários do ABC para debater e apresentar propostas de combate à crise e às demissões e para a retomada do crescimento.

O presidente Nacional da CUT, Arthur Henrique, destacou que em 2008, cerca de 15 mil trabalhadores foram demitidos.

– Nesse país é fácil demitir. O mercado é flexível e o custo da demissão já está embutido no valor final do produto – criticou o sindicalista.

Tags:
Edições digital e impressa