Os metalúrgicos da base da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM) irão iniciar a negociação das cláusulas econômicas com a bancada patronal do grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos) na próxima terça-feira. Na última rodada, os representantes das empresas concordaram em estender às trabalhadoras adotantes a licença-maternidade de 180 dias, além do auxílio creche. Nas empresas do grupo 3 existem dois pisos, os para empresas de até 75 empregados e para as acima deste número. Os direitos eram pagos de acordo com 20% do menor piso e, com o acordo, os auxílios como o creche serão pagos sobre o piso salarial da categoria. As mães também poderão receber a verba mesmo sem comprovação de despesas com o cuidado aos filhos pequenos. Antes, a trabalhadora tinha que apresentar recibo de pagamento à creche credenciada. Para a secretária da Mulher da FEM-CUT/SP, Andrea Ferreira Sousa, apesar do avanço, ainda há direitos a serem conquistados pelas trabalhadoras. - Vamos continuar a nossa pressão e luta para ampliarmos as conquistas para as mulheres em todos os grupos patronais, disse. Estão em campanha 115 mil metalúrgicos em todo o estado de São Paulo, que reivindicam reposição integral da inflação, aumento real, valorização dos pisos salariais, licença-maternidade de 180 dias, ampliação dos direitos sociais, organização sindical no local de trabalho e jornada de 40 horas semanais. A data-base da categoria é 1º de setembro. Montadoras Os metalúrgicos do ABC farão assembleia no próximo domingo, na sede da entidade, em São Bernardo do Campo, para discutir o andamento das negociações até o momento. Na última sexta, os trabalhadores da base da FEM-CUT e os sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, Taubaté, São Carlos (FEM) e Tatuí (Força Sindical) rejeitaram a proposta do grupo de montadoras de 8,6% (7,26%, estimativa de inflação do período mais 1,25% de aumento real em janeiro de 2012). Segundo o presidente do sindicato do ABC, Sérgio Nobre, os próximos dias serão decisivos para o desfecho da campanha salarial deste ano. - As empresas percebem a força de nossa mobilização. Quanto maior a assembleia, melhor para conquistarmos uma boa proposta, afirmou. - As fábricas ficam de olho. Às vezes a resposta vem por telefone, cinco minutos antes da assembleia, desde que a rua esteja lotada.
Metalúrgicos de autopeças já têm data de negociação para cláusulas econômicas
Os metalúrgicos da base da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM) irão iniciar a negociação das cláusulas econômicas com a bancada patronal do grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos) na próxima terça-feira.
Quinta, 25 de Agosto de 2011 às 06:49, por: CdB