Depois de duas décadas sendo uma das maiores bandas de hard rock da história, os integrantes do Metallica deram o passo mais radical de suas carreiras. Alguns anos atrás, eles tiraram tempo para sentar juntos e conhecer uns aos outros. Com a banda correndo o risco de se desintegrar, os defensores incansáveis do metal pesado recorreram a um terapeuta que os inspirou a compartilhar seus sentimentos, abraçar uns aos outros e até mesmo resolver problemas que remetiam à infância de cada um. Momentos emotivos como esses acontecem diariamente no programa de Oprah Winfrey, mas não foi seu lado sensível e carinhoso que fez o Metallica vender 80 milhões de discos. A banda ganhou fama mundial com hinos sombrios como Creeping Death e Seek & Destroy. No palco, ela transmitia uma imagem de invencível, jorrando sobre os ouvintes um som com potência sinfônica. O novo álbum St. Anger (Elektra), tem lançamento previsto para a semana de 9 de junho e revela um lado novo e vulnerável dos músicos, diz o baterista Lars Ulrich. Para os fãs que talvez receiem que a banda está vivendo demais no reduto do liberalismo que é San Francisco, Ulrich disse: - Quem não aceitar que é isso que o Metallica é agora, que pelo menos respeite e se afaste com educação. Foi o que fez o baixista Jason Newsted no início de 2001. Ele pegou seus colegas de surpresa quando desistiu de tocar com a banda, após 14 anos frustrantes durante os quais foi impedido de tocar em outros projetos. Ele chegou a ser maltratado pelos outros integrantes, que ainda lamentavam a perda de seu predecessor, Cliff Burton, morto num acidente sofrido pelo ônibus da banda em 1986.
Metallica mostra lado sensível em novo disco
Segunda, 02 de Junho de 2003 às 18:50, por: CdB