Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Meta do esforço fiscal para 2011 será mantida mesmo com resultado do primeiro semestre, diz secretário do Tesouro

Segunda, 25 de Julho de 2011 às 11:06, por: CdB

Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Mesmo tendo somado R$ 55, 522 bilhões de superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública), nos primeiros seis meses do ano, o governo não pretende alterar a meta para 2011, que é de R$ 81,7 bilhões. A afirmação foi feita hoje (25) pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

“A programação do decreto é anual, portanto tem por objetivo que receitas e despesas permitam o cumprimento da meta anual. Nós estamos mirando na meta, nem acima e nem abaixo dela. Nosso objetivo é alcançá-la”, disse.

Segundo Augustin, os números positivos também não devem flexibilizar o contingenciamento de R$ 50 bilhões no Orçamento, promovido pelo governo federal em março deste ano. “[O resultado do superávit primário] Não abre espaço para se gastar, não há nenhuma mudança programada. Nós não avaliamos que esteja fácil [o cumprimento da meta], avaliamos que o resultado do primeiro semestre corresponde à realização de um objetivo que o governo se colocou”, afirmou.

Para o secretário, caso o superávit primário ultrapasse a meta, será feita uma nova avaliação. “Essa é nossa política para este ano. Se de fato ocorrer receita maior, vamos avaliar o que poderá ser feito. Se as variáveis mudarem o governo pode mudar de opinião”, acrescentou.

As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registraram, no semestre, resultado positivo de R$ 55,522 bilhões, valor equivalente a mais da metade da meta para 2011. Em junho, o resultado positivo foi de 10,478 bilhões frente os R$ 4,2 bilhões registrados no mês anterior.

O resultado de junho é reflexo do aumento nas receitas, que somaram R$ 83,665 bilhões, ante R$ 75,6 bilhões registrados em março. De janeiro a junho, as receitas líquidas do governo somaram R$ 393,46 bilhões, com crescimento de 19,25% frente o mesmo período do ano passado, ou R$ 63,5 bilhões de elevação. No ano, o aumento em relação a 2010 foi de 20,3%.

A entrada de recursos do Tesouro Nacional subiu de R$ 56,326 bilhões, em maio, para R$ 63,849 bilhões em junho. As receitas da Previdência Social também aumentaram, passando de R$ 19,039 bilhões para R$ 19,612 bilhões. Em contrapartida, em relação ao Banco Central, houve redução nas receitas, que caíram de R$ 234,1 bilhões para R$ 204,1 bilhões.

As despesas em junho atingiram o montante de R$ 59,201 bilhões, frente R$ 55,259 bilhões no mês anterior. No ano, os gastos cresceram 10,8%, totalizando R$ 337,9 bilhões em comparação ao mesmo período do ano passado, R$ 305 bilhões. O aumento é inferior ao registrado no primeiro semestre de 2010, quando as despesas subiram 18,2%.

Edição: Lana Cristina
 

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