O brilho da medalha de ouro não seduz Rodrigo Pessoa. Mesmo que herde o primeiro lugar na prova de saltos dos Jogos Olímpicos de Atenas, o cavaleiro continuará se sentindo o medalhista de prata da competição.
O brasileiro acredita que o mais importante na conquista da medalha de ouro será a subida do Brasil do 18o. para 16o. lugar na classificação dos Jogos.
- Vai ser importante para o Brasil subir no quadro de medalhas. Estatisticamente é importante, mas moralmente e emocionalmente não vai afetar a gente não - disse Pessoa nesta segunda-feira.
- Intimamente me considero prata. Foi o que eu conquistei no terreno - completou ele, que se prepara em Bruxelas para a final da Copa do Mundo de Hipismo no mês que vem em Las Vegas.
A Federação Internacional de Hipismo (FEI) decidiu no domingo retirar a medalha de ouro obtida em Atenas pelo irlandês Cian O'Connor porque seu cavalo, Waterford Crystal, apresentou teste antidoping positivo. O irlandês tem 30 dias para recorrer.
Caso ele não reverta a condenação, Pessoa, medalha de prata, ficará com o ouro.
- Ainda não estamos comemorando. Temos que esperar os 30 dias do recurso - comentou o brasileiro, que considera difícil que o recurso do irlandês, caso seja apresentado, seja aceito.
- Pessoalmente acho difícil ser revogado. Demos um bom passo para o país recuperar a medalha.
Mesmo que herde o ouro, Pessoa sente-se medalha de prata
Segunda, 28 de Março de 2005 às 13:14, por: CdB