O futuro ministro da Saúde, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), disse que não vai deixar seu partido, mesmo diante das ameaças de desfiliação por ter aceito o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva:
- Ninguém pode se furtar ao compromisso de ajudar, não apenas o governo, mas a Nação a superar o momento difícil, de impasse, garantindo a governabilidade.
Para ele, no entanto, governabilidade não pode ser uma palavra vazia de significado:
- Ela se traduz no resultado do painel das votações, mas é um discurso vazio, de boas intenções, sem efeito prático dentro da linha de ajudar o governo. Tenho certeza de que com o tempo o partido caminhará para a compreensão dessa nossa posição.
O presidente do PMDB, Michel Temer (SP), e um grupo de governadores reafirmaram, nesta semana, a decisão tomada na convenção nacional de dezembro do ano passado de determinar o afastamento de todos os membros do partido que ocupassem cargos no governo federal.
O deputado é secretário-geral do PMDB e foi favorável à decisão. Ele vai se afastar da secretaria-geral do partido porque o estatuto da agremiação determina isso para ocupantes de cargos no Executivo. Saraiva Felipe será substituído pelo primeiro-secretário Renato Vianna (SC):
- Terei que deixar a secretaria-geral não por qualquer tipo de retaliação, mas por força do estatuto do partido. Entrei no partido em 1979 e nunca fui de outro partido.
Ele também respondeu ao ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que o criticou por ter aceito o convite para ocupar o ministério. Médico sanitarista, Felipe disse que se orgulha de sua experiência, tanto como secretário estadual quanto como funcionário do Ministério da Saúde:
- Tenho muito orgulho da minha trajetória dentro do movimento da saúde pública e no próprio Ministério da Saúde, onde fui funcionário.