Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Mesmo em tempo de guerra Bush não abre mão da festa de posse

Segunda, 17 de Janeiro de 2005 às 08:19, por: CdB

O presidente dos EUA, George W. Bush, vem criando polêmica com seus planos de gastar 40 milhões de dólares em bailes, concertos e jantares à luz de vela a fim de celebrar o começo de seu segundo mandato, enquanto o país continua mergulhado em um clima sombrio alimentado pela guerra no Iraque e pelo tsunami na Ásia.

Ao mesmo tempo em que Bush se prepara para tomar posse novamente na quinta-feira, seus simpatizantes planejam celebrar a data com fogos de artifício e três dias de festas, entre as quais dez bailes.

Adversários do presidente dizem que celebrações desse porte não devem ser realizadas quando soldados norte-americanos deparam-se com a morte diariamente no Iraque e o país recebe apelos para doar dinheiro às vítimas do tsunami ocorrido na Ásia no dia 26 de dezembro.

- Acho apenas que a sobriedade do momento pede que sejamos cuidadosos com a imagem dessas coisas -  afirmou Anthony Weiner, deputado do oposicionista Partido Democrata.

Em uma carta, Weiner sugeriu que Bush usasse o dinheiro doado para as festas na aquisição e envio de equipamentos suplementares aos soldados estacionados no Iraque.
-O passado sugere que as festas de posse deveriam ser discretas, ou mesmo canceladas, em tempos de guerra - escreveu Weiner.

Dan Barlett, assessor de Bush, defendeu os planos do governo.

- É importante para o país ser capaz de reunir-se ao final de um processo eleitoral - disse em entrevista ao canal de TV CNN.

A tradição dos bailes que festejam a posse de um novo presidente começou nos EUA em 1809, com James Madison. Na história moderna da presidência norte-americana, tornou-se tradição realizar festas e bailes suntuosos. Empresas e pessoas físicas doam dinheiro para a realização de tais festividades.

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