Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Mesmo em alta, emprego formal ainda é exceção no campo

Quinta, 11 de Agosto de 2005 às 08:09, por: CdB

- A diferença de quando não tinha carteira assinada para agora é que tenho mais garantia, mais segurança, tenho o INSS em caso de acidente. A importância é ter um seguro de alguma coisa - disse Carlindo da Silva, 37 anos, há dois com carteira assinada. Carlindo trabalha com o plantio de hortaliças e lida com o gado numa chácara no Recanto das Emas, Distrito Federal.

Carlindo ainda é exceção. O campo apresenta problemas e a informalidade é um deles. De acordo com Antônio Lucas Filho, Secretário de Assalariados e Assalariadas da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), o combate ao emprego informal não é o suficiente e necessita de "uma fiscalização mais firme por parte do governo". Lucas percebeu, no entanto, um aumento no número de empregados com carteira assinada nos últimos anos.

- A gente teve este ano um aumento do número de empregos com carteira assinada, principalmente no setor açucareiro. Tivemos um aumento devido ao crescimento do setor, que plantou mais lavoura e empregou mais. Em alguns estados houve aumento de 20% de trabalhadores em relação ao ano anterior - afirmou.

Lucas destacou que com o aumento das exportações, as empresas passaram a empregar mais gente, para garantir a exportação em quantidade e qualidade. Segundo ele, tem aumentado a produção de frutas, principalmente no nordeste, e da cana-de-açúcar e do leite.

Ele ressaltou, no entanto, que os trabalhadores já possuíam carteira assinada e que o que houve não foi combate à informalidade, mas aumento no número de empregados. - É um setor que já tem toda uma regularização. Não é combate à informalidade. Aumentou a produção e aumentou o número de carteiras assinadas - explicou.

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