Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

Mesmo com rejeição do eleitor, reforma deverá ser votada

A forte rejeição do eleitor ao financiamento público de campanha e ao sistema de votação em lista fechada revelada na última terça-feira, em pesquisa de opinião da CNT/Sensus jogou água fria nos partidos que defendem a aprovação da proposta de reforma política nesta quarta-feira. (Leia Mais)

Quarta, 27 de Junho de 2007 às 10:35, por: CdB

A forte rejeição do eleitor ao financiamento público de campanha e ao sistema de votação em lista fechada revelada na última terça-feira, em pesquisa de opinião da CNT/Sensus jogou água fria nos partidos que defendem a aprovação da proposta de reforma política nesta quarta-feira.

Os líderes que patrocinam uma alternativa ao projeto do relator, Ronaldo Caiado (DEM-GO), reavaliaram a proposta, mas, no fim do dia, decidiram insistir na votação apesar das resistências.

O financiamento público e o sistema de votação em lista são os principais pontos da reforma política que a Câmara pretende votar.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), manteve a votação para a sessão desta quarta, mesmo com a divisão dos deputados e com a insegurança sobre o que será aprovado.
- Como tem muita divergência, estou preparado, digamos, para iniciativas regimentais que atrasem as votações e que acentuem as disputas. Isso é normal. Mas vai votar - afirmou o deputado.

Chinaglia disse esperar que a Casa produza um sistema melhor do que o atual.
- Não é possível que a sociedade, a imprensa, os congressistas, todos fiquem falando ´somos favoráveis a uma reforma política´ e depois não queiram decidir - afirmou o presidente da Casa.

A pesquisa CNT/Sensus mostrou que menos da metade dos entrevistados (2.000 mil distribuídos em 136 municípios de 24 Estados) têm acompanhado ou ouviu falar na reforma política em discussão na Câmara, ou seja, 46,8%. Essa parcela que tomou conhecimento da reforma, 75,2% são contra o financiamento público de campanha, e apenas 18,7% são favoráveis.

Resultado semelhante foi registrado no caso do sistema de votação em uma lista elaborada previamente por partido político, em substituição ao voto direto do eleitor no candidato de sua preferência - a chamada lista fechada. Dos entrevistados que têm acompanhado ou ouviram falar da reforma política, 74% são contrários a essa proposta e 16,5% são a favor. A pesquisa foi feita no período de 18 a 22 deste mês.

 - A reforma política é um problema que não está no cotidiano do cidadão. Temos de tomar a decisão não necessariamente olhando a opinião das pessoas. Fomos eleitos para representar o cidadão - avaliou o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), defensor da votação da reforma na sessão desta quarta. Para o líder do PPS, Fernando Coruja (SC), a pesquisa esfriou os ânimos.

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