Mesmo sob pressão militar, manifestantes resistem a deixar praça no Cairo
Na manhã deste domingo, milhares de manifestantes voltaram a se concentrar na Praça Tahrir, no centro do Cairo, capital do Egito, e entraram em clima de tensão com militares empenhados em remover a população do local. A praça foi principal palco dos protestos populares pedindo a saída do presidente egípcio, Hosni Mubarak.
Domingo, 13 de Fevereiro de 2011 às 07:05, por: CdB
Na manhã deste domingo, milhares de manifestantes voltaram a se concentrar na Praça Tahrir, no centro do Cairo, capital do Egito, e entraram em clima de tensão com militares empenhados em remover a população do local. A praça foi principal palco dos protestos populares pedindo a saída do presidente egípcio, Hosni Mubarak. Na última sexta-feira, após 20 dias de protestos, ele deixou o cargo e encerrou uma ditadura de 30 anos.
De acordo com a agência inglesa de notícias BBC, o chefe da Polícia Militar egípcia, Mohamed Ibrahim Moustafa Ali, disse que os militares não querem ninguém acampado na praça a partir deste domingo. Já manifestantes afirmam que só sairão da praça quando o Conselho Supremo das Forças Armadas, que assumiu o poder no lugar de Mubarak, implementar reformas democráticas.
De acordo com informações da agência argentina de notícias Telam, os manifestantes querem a abolição do estado de emergência, a libertação de todos os presos políticos e a convocação de eleições livres e justas.
Centenas de policiais das forças de segurança mais temidas pelos egípcios durante o governo de Mubarak entraram na manhã de hoje na Praça Tahrir cantando: "é um novo Egito, o povo e a polícia são um só". Os manifestantes revidaram: "vão embora, vão embora".
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