Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Merkel, condecorada, discute com Obama sobre crise capitalista

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, homenageou a chanceler federal alemã, Angela Merkel, com a maior distinção civil norte-americana. A Medalha Presidencial da Liberdade foi concedida a Merkel durante um pomposo jantar oficial na Casa Branca nesta terça-feira.

Quarta, 08 de Junho de 2011 às 01:40, por: CdB
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, homenageou a chanceler federal alemã, Angela Merkel, com a maior distinção civil norte-americana. A Medalha Presidencial da Liberdade foi concedida a Merkel durante um pomposo jantar oficial na Casa Branca nesta terça-feira. Antes dela, a medalha havia sido entregue a apenas um alemão,  o ex-chanceler Helmut Kohl, em 1999. Ao entregar a honraria à chefe de governo alemã, Obama ressaltou os grandes esforços da colega em favor das boas relações entre os dois países e afirmou que a chanceler "é uma voz eloquente em favor dos direitos humanos e de valores em todo o mundo". Segundo ele, Merkel se transformou num símbolo do triunfo da liberdade ao se tornar a primeira alemã do leste a liderar o país reunificado após a queda do bloco socialista. Em agradecimento, Merkel disse que via a medalha como uma prova "da excelente parceria que existe entre Alemanha e Estados Unidos". A cerimônia aconteceu no Jardim de Rosas da Casa Branca e foi o ponto alto desta sexta visita da alemã a Washington desde que Obama assumiu a presidência, em janeiro de 2009. Boas relações Merkel e Obama fizeram questão de enfatizar a proximidade de seus países durante uma entrevista coletiva concedida após conversas entre os dois líderes na Casa Branca. A recepção oferecida à chanceler foi encarada como uma prova de que Alemanha e Estados Unidos querem manter as boas relações. Durante discurso no gramado da residência oficial norte-americana, Obama destacou a importância da aliança entre EUA e Alemanha. "A Alemanha no centro da Europa é um de nossos maiores aliados e a chanceler Merkel é uma de minhas parceiras globais mais próximas", declarou. – Alianças com países como a Alemanha são mais importantes do que nunca, elas são realmente indispensáveis – disse. A chanceler discursou no mesmo tom do colega. – Nós alemães sabemos que os Estados Unidos têm sido verdadeiros amigos nossos. Nossa amizade cresceu e amadureceu, e todo dia ganha vida nova – afirmou. Segundo autoridades alemãs, as conversas entre Merkel e Obama – que duraram aproximadamente duas horas num restaurante de Washington, assim que ela desembarcou no país – ocorreram num clima descontraído. Os dois falaram sobre as agitações no norte da África, a situação no Afeganistão e o processo de paz no Oriente Médio. Preocupação com o euro O presidente norte-americano externou sua preocupação sobre a atual crise financeira europeia e avaliou que qualquer "espiral descontrolada" e inadimplência na zona do euro poderia ser desastrosa para a economia global. – Precisamos ter certeza de que as melhores ideias estão sendo consideradas – afirmou Obama. Ele também destacou o papel central da Alemanha nos esforços para enfrentar a crise, para a qual o Fundo Internacional Mundial (FMI) e a União Europeia vem disponibilizando bilhões de euros em resgate financeiro à Grécia, à Irlanda e a Portugal. Merkel afirmou que a Alemanha e seus parceiros europeus estão conscientes de suas obrigações para com a economia global, assegurando que as dificuldades financeiras de um país não irão desestabilizar o euro. – Se um país estiver em perigo e isso colocar em risco o euro como um todo, será do interesse de cada país, e também de todo, observar que a área comum da moeda não está sob risco, e vamos trabalhar nesse sentido. Assim, a sustentabilidade está garantida – disse Merkel. Sobre a Líbia, os dois líderes defenderam que Khadafi deve deixar o poder. A chanceler afirmou que a Alemanha está comprometida com a "causa líbia" e com o sucesso de uma operação da Otan de impor um bloqueio ao tráfego aéreo sobre o país – a Alemanha, no entanto, se absteve da votação no Conselho de Segurança das Nações Unidas que autorizou a missão.
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