Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Merkel negocia para não cair enquanto Berlusconi sai enfraquecido do governo

Sábado, 16 de Novembro de 2013 às 12:27, por: CdB
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Silvio Berlusconi sai do governo mas não consegue derrubar o gabinete
A demanda do partido Social Democrata (SPD) alemão, do campo da esquerda, por um salário mínimo legal, será aceita pela chanceler alemã, a conservadora Angela Merkel, a fim de garantir o acordo para formar um governo de coalizão, no momento em que nas negociações entram na reta final. Merkel começou a preparar seus aliados da direita para ceder em relação a questão, ao dizer em uma reunião do partido Democrata Cristão (CDU) na noite de sexta-feira que o salário mínimo de 8,50 euros por hora, reivindicado pelo SPD, "vai desempenhar um papel" no futuro. – Não vai ser a nossa visão de um salário mínimo – acrescentou, admitindo que seu partido provavelmente não conseguirá manter sua posição sobre esse assunto. Merkel ganhou um terceiro mandato nas eleições de setembro, mas não tem a sua própria maioria. Isso a obrigou a buscar um acordo com o SPD, que teve seu segundo pior resultado do período pós-guerra, mas continua a ser o segundo maior partido da Alemanha. Impasse à italiana Enquanto Merkel negocia na Alemanha, a vizinha Itália se vê diante um novo imbroglio com o ex-premiê Silvio Berlusconi. Ele disse, neste sábado, que seu partido de centro-direita deixou a coalizão governista do primeiro-ministro italiano Enrico Letta, mas disse que não tem número para derrubar o governo. Seus comentários foram feitos após a deserção na sexta-feira de um grupo liderado pelo ministro do Interior, Angelino Alfano, ex-secretário do partido Povo da Liberdade, que desafiou Berlusconi e formou um grupo separado que se comprometeu a permanecer no governo. Falando em um congresso para rebatizar o partido Povo da Liberdade (PDL ) como Forza Italia, o nome original de seu movimento político, Berlusconi disse que sua expulsão iminente do parlamento, com o apoio do Partido Democrata de centro-esquerda de Letta, significava a coligação não poderia continuar. – É muito difícil pensar que podemos continuar aliados no parlamento e, acima de tudo, sentados na mesma mesa do gabinete, com alguém que quer matar o seu líder politicamente – disse Berlusconi em uma reunião do partido. O grupo de Alfano, que deverá incluir um par de dezenas de parlamentares, deve garantir apoio suficiente no Parlamento para Letta, que sobreviveu a um voto de confiança, no mês passado, com a ajuda dos rebeldes PDL. – Neste momento, após a decisão tomada por 23 dos nossos senadores em 2 de outubro, não somos capazes de derrubar o governo – disse Berlusconi. O futuro político do bilionário de 77 anos de idade está balançando, após ele ter sido condenado por fraude fiscal em agosto, abrindo o caminho para sua esperada expulsão do parlamento.
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