Os governos do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, reuniram-se em Buenos Aires para elaborar uma agenda com programas e projetos de combate à pobreza.
- Estamos discutindo uma agenda comum de investigação de características, estatísticas e informações administrativas das populações pobres - afirma secretário de Avaliação de Gestão da Informação, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rômulo Paes.
O objetivo, segundo ele, é obter dados que avaliem a situação dos serviços que aplicamos às populações pobres. - Está em fase de construção um banco de dados que mostre a situação social de cada país do Mercosul - revela o secretário.
O Brasil, na opinião de Paes, está avançado em termos de estatísticas sociais, mas tem dificuldades no combate à pobreza. O Ministério do Desenvolvimento Social junto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) tem monitorado as condições de vida das populações pobres, através de programas sociais e pesquisas.
Paes disse que o governo acompanha o acesso aos alimentos, a estrutura de serviços de assistência social e os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Em 2007, o governo brasileiro pretende investir R$ 23 bilhões em programas sociais destinados à erradicação da pobreza.
Mas ainda há dificuldades para enfrentar o problema, segundo o secretário. - A população pobre ainda é muito grande, com 11 milhões de pessoas - afirma.
Segundo Paes, o Paraguai está em situação extrema de pobreza. Já o Uruguai tem um quadro favorável. A Argentina apresenta situação singular, já que, de acordo com Paes, uma parte da população de classe média do país empobreceu.