O Parlamento do Mercosul começará a funcionar até dezembro de 2006 e deverá ser financiado com os chamados Fundos Estruturais que criará a união aduaneira, cujos recursos virão dos orçamentos dos quatro países membros.
O deputado argentino Leopoldo Moreau, que participa das reuniões da comissão parlamentar conjunta de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, disse que os presidentes do Mercosul assinaram o protocolo estabelecendo a criação do Parlamento, cujos membros serão eleitos.
Os estudos para o formato do Parlamento, o número de membros e a sede serão realizados pela Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, integrada pelos parlamentares dos quatro países, disse Moreau.
Em Belo Horizonte, ministros de relações exteriores do Mercosul receberam na quarta-feira um estudo para criar os chamados Fundos Estruturais ou Fundo de Convergência, que buscam financiar a criação de instituições do acordo aduaneiro sul-americano.
Um diplomata brasileiro afirmou que os recursos para criar esse fundo sairão dos orçamentos dos quatro países integrantes da união aduaneira.
A expectativa de Alvaro Gurgel Alencar Neto, representante do Brasil no grupo que discute como se criar esse fundo, é de que em janeiro de 2006 os recursos já estejam disponíveis.
Os ministros de relações exteriores do blocos abriram na quarta-feira a reunião semestral do Mercosul, que terminará na sexta-feira com um encontro de presidentes da histórica cidade de Ouro Preto.