Nestes momentos de integração econômica dos países que compõem o MERCOSUL - Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai e com membros convidados e candidatos a ingressar ainda de fora - não há como se opor à ida de empresas brasileiras para a Argentina, nem à vinda de capitais argentinos para o Brasil.
O aumento da entrada de companhias brasileiras no vizinho do Sul do continente, é um exemplo claro disso. Para espanto dos especialistas e dos analistas econÔmicos, eram 100 empresas em 2000 e hoje são mais de 270 - uma alta de 170%.
As empresas justificam o deslocamento do Brasil para o país vizinho, enquanto base de produção e exportação, com o argumento de que o MERCOSUL ainda não dá garantias quanto à livre circulação de mercadorias. Citam, também, as medidas protecionistas.
A adoção de medidas protecionistas pela Argentina
Mas, no caso da Argentina, na semana passada, seu governo, inclusive, elevou em 50% (de 400 para 600) a relação de produtos que passaram a ter licenças não-automáticas de importação - ou seja, adotou um aumento na burocracia para dificultar o ingresso e produtos do nosso país em seu território.
Na realidade, repito, o que vemos e tanto espanta nossos especialistas e analistas de economia, são momentos da integração entre os países que compõem o Bloco. Integração que não será detida por medidas protecionistas - como esta adotada pela Argentina - como demonstra a experiência histórica de outros blocos econômicos.
O fato é que sem aumento da produtividade e sem a integração entre os países do bloco econômico do Sul e, num sentido mais amplo, de todo o continente, não há saída para a Argentina e para o Brasil.
Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 2026
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