Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

Mercosul define agenda de cúpula presidencial em Assunção

Os países-membros do Mercosul definem nesta semana em Assunção a agenda da cúpula presidencial marcada para 20 de junho, na qual vai se debater a criação de um mecanismo para corrigir distorções econômicas e um fundo de convergência estrutural. (Leia Mais)

Segunda, 13 de Junho de 2005 às 18:48, por: CdB

Os países-membros do Mercosul definem nesta semana em Assunção a agenda da cúpula presidencial marcada para 20 de junho, na qual vai se debater a criação de um mecanismo para corrigir distorções econômicas e um fundo de convergência estrutural.

Os integrantes do bloco sul-americano -- Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai -- debaterão a proposta de criar um imposto extraordinário para os países que elevem excessivamente sua produção em determinado setor.

O Paraguai disse que a Argentina, que entra em choque constantemente com o Brasil devido a disputas comerciais, manifestou interesse na criação desse mecanismo.

"Na ausência de uma coordenação de política macroeconômica, buscamos mecanismos de controle que ajudem a suavizar as assimetrias que existem", disse à Reuters a vice-ministra paraguaia de Comércio, Miriam Segovia.

Outro dos temas a serem discutidos será a criação de um fundo de convergência estrutural com pelo menos 100 milhões de dólares. O dinheiro será destinado a obras de infra-estrutura e a investimentos na educação dos países do bloco.

O Brasil deve contribuir com 70 por cento do fundo, a Argentina, com 27 por cento, o Uruguai, com 2 por cento e o Paraguai, com 1 por cento -- a divisão reflete o estágio de desenvolvimento econômico de cada país e sua capacidade de produzir riqueza.

O montante a ser destinado a cada país será definido em uma reunião prevista para acontecer na quinta-feira, afirmou a jornalistas o vice-ministro paraguaio da Integração Econômica, Ruben Ramírez.

AMÉRICA CENTRAL E ISRAEL

A cúpula de Assunção terá como convidado o presidente panamenho, Martín Torrijos. O Panamá deve assinar um acordo de complementação econômica com o Mercosul para logo depois ingressar no bloco como membro associado.

Essa virada rumo à América Central teria como objetivo promover a formação de uma aliança latino-americana de livre comércio que se oporia à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), defendida pelos EUA.

Também se prevê a presença, na cúpula, de um representante de alto escalão do governo de Israel, que tenta firmar com o Mercosul um acordo para iniciar negociações sobre o livre comércio.

O encontro de 20 de junho, que também acontece em Assunção, contará com a presença dos presidentes paraguaio, brasileiro, uruguaio e argentino. Além deles, também devem comparecer os dirigentes do Chile, do Equador, do Peru e da Venezuela, países associados ao bloco.

É provável que o novo presidente da Bolívia, Eduardo Rodríguez, também esteja presente ao encontro. A Colômbia será representada por seu vice-presidente, Francisco Santos.

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