Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Mercados se recuperam após queda generalizada, mas seguem atentos à crise

As principais Bolsas europeias registravam forte-alta na abertura do pregão, nesta quinta-feira, refletindo a recuperação dos mercados asiáticos após a jornada de pânico registrada na véspera.

Quinta, 11 de Agosto de 2011 às 08:43, por: CdB
inadimplenciaAs principais Bolsas europeias registravam forte-alta na abertura do pregão, nesta quinta-feira, refletindo a recuperação dos mercados asiáticos após a jornada de pânico registrada na véspera. O índice Footsie 100, da Bolsa de Londres, que desabou 3% na véspera, iniciou suas operações nesta manhã em alta de 2,22%. As Bolsas de Paris, Frankfurt e Madri, também começaram bem o dia, registrando altas de 2,96%, 2,81%, e 3%, respectivamente. Os valores que mais ganhavam nos primeiros compassos das negociações eram os bancos, que caíram com força na quarta-feira pelos rumores sobre a entidade francesa Société Générale. Ainda assim, os papéis do banco francês declinavam 5,1%, seguindo a queda de 23% na véspera em meio a rumores sobre a solidez financeira dos bancos franceses. O Crédit Agricole perdia 2,2% e o BNP Paribas, 6,2%. Já as Bolsas asiáticas fecharam suas operações nesta quinta em relativo equilíbrio, após terem aberto em baixa, ainda sob influência do pânico que tomou conta das principais praças mundiais na véspera. A Bolsa de Tóquio, que começou a sessão de hoje em baixa de 1,79%, reduziu suas perdas ao longo do dia e fechou o pregão com leve queda de 0,63%. Em Seul, o índice Kospi encerrou os trabalhos em alta de 0,62%, uma forte recuperação após iniciar o dia com queda de 4%. Já o índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, após operar quase toda esta quinta-feira no vermelho, fechou o dia com leve queda de 0,01%. O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,02% às 7h54 (horário de Brasília). No entanto, a alta de setores defensivos, como telecomunicações e serviços básicos, sugere que os investidores estão fortificando seus portfólios. O dólar australiano, frequentemente visto como uma medida do apetite por risco do mercado, operava em alta, acima de US$ 1,02. As ações de montadoras de veículos e fabricantes de maquinário japonesas perderam, com investidores continuando a sair de setores cíclicos para apostar em ativos relacionados a demanda doméstica e varejo, por preocupações sobre a situação da economia global e o iene forte. Expectativas de que o BC japonês continuará a entrar no mercado também limitava a desvalorização em Tóquio. Nervosismo Na quarta-feira, as preocupações com a zona do euro e os rumores, rapidamente desmentidos, de uma redução da nota da dívida francesa abalaram os mercados e castigaram os papéis dos bancos. O nervosismo retornou a Wall Street, levando o índice S&P 500 a uma nova queda de 4%, por preocupações de que a crise na Europa possa golpear bancos franceses e eventualmente contaminar o setor financeiro norte-americano. O Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 4,42%, para 1.120 pontos. O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, recuou 4,63%, para 10.719 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 4,09%, para 2.381 pontos. As perdas foram generalizadas na Europa: a Bolsa de Paris caiu 5,45%; Frankfurt, 5,13%; Londres, 3,05%; Madri, 5,49%; e Milão, 6,65%. Às 7h17 (horário de Brasília), o índice europeu de ações FTSEurofirst 300 tinha variação positiva de 0,33%, a 913 pontos, depois de subir a 932 pontos na máxima do dia e cair a 905 pontos na mínima. O indicador de ações bancárias perdia 0,12%, após alta anterior de 3,7%. As três principais agências de classificação de risco reafirmaram o rating "AAA" da França e deram uma perspectiva estável. Os mercados, porém, seguiam preocupados com a exposição dos bancos franceses aos problemas de endividamento da zona do euro.
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